Sob pressão do PT, do Novo PT e até de parte da direita, Zveiter deve aceitar relatório

O deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) apresenta o parecer sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na tarde desta segunda-feira (10), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Especula-se que Zveiter se posicione para acatar a denúncia.

O carioca, considerado “independente” no partido, não se manifestou sobre qual posição adotará, mas a expectativa é que seu relatório seja para aceitar a denúncia por corrupção passiva contra Temer. A leitura será na tarde de hoje (10).

O próprio Planalto já espera parecer desfavorável a Temer e trabalha com duas hipóteses que rondam os bastidores do Congresso. As possibilidades são de o parecer de Zveiter ser mais técnico, levando em consideração apenas a constitucionalidade da acusação; ou que o peemedebista entre no mérito da denúncia, abordando diretamente a acusação de corrupção passiva. Para aliados, ambos os cenários são ruins, mas o segundo seria o pior e mais difícil para tentar reverter no plenário.

Em entrevista ao site Uol, Zveiter afirmou que não ficará “na lama” com Temer, porque não praticou nenhum ato que fizesse com que o procurador-geral da República o denunciasse. Ele disse ter estudado a Constituição, o Regimento Interno da Câmara, princípios do direito penal e jurisprudências do STF para elaborar seu voto. Ele terminou o relatório no início da noite deste sábado (8). Zveiter também disse que ficará feliz se as pessoas reconhecerem seu esforço e pensarem que ele fez “um trabalho digno e correto.”

Há campanha para que Zveiter acate a denúncia. Em vídeo, artistas como Renata Sorrah, Fernanda Lima, Teresa Cristina, Caetano Veloso, Valesca Popozuda e o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) pedem que Zveiter acate a denúncia. “Estamos de olho”, dizem.

“O meu compromisso de consciência é exclusivamente com o Poder a que eu pertenço, que é autônomo e independente. Eu sempre fui um cara muito institucional”, disse Zveiter à reportagem do Uol. Para ele, esse é o “maior desafio” de sua carreira parlamentar. Ele também ressaltou que dará apenas o primeiro voto, mas a decisão será de seus pares na CCJ e no plenário da Câmara.

O peemedebista é próximo do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de quem é amigo de longa data. Maia é apontado como principal “beneficiário” caso a denúncia contra Temer seja aceita pela Câmara. Durante um afastamento de Temer, quem assume a presidência do País é justamente Rodrigo Maia. Durante a viagem que fez à Argentina, Maia falou como presidente, mas afirmou que seu partido será o “último a desembarcar” do governo Temer.

As informações são do site Congresso em Foco.

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