Moro não alivia para Vaccari e diz que ex-tesoureiro roubava para o PT

Conforme o Estadão, Sérgio Moro “afirmou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teve papel central nos esquemas de corrupção na Petrobrás por ‘roubar’ para o partido dinheiro oriundo de contratos entre a estatal e empreiteiras do cartel.”

A declaração veio  num relatório de esclarecimentos prestado por Moro prestou ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) no âmbito de pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do petista. Moro argumenta, no documento, pela pela manutenção do encarceramento de Vaccari.

Vaccari foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em um dos processos no qual havia sido condenado em primeira instância a 15 anos de prisão. Ele já foi sentenciado em outras quatro ações e pegou as penas de 9 anos (maio de 2016), de 6 anos e 8 meses (setembro de 2016), de 10 anos (fevereiro de 2017) e de 4 anos e 6 meses (junho de 2017).

Por causa de outros mandados de prisão, Vaccari segue em cana. Ele está preso desde abril de 2015, acusado pela força-tarefa do Ministério Público Federal dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Vaccari teria arrecadado propinas do seu partido no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

Moro confirmou o papel central de Vaccari: “Considerando os casos já julgados, era ele o principal arrecadador de vantagens indevidas junto às empresas fornecedoras da Petrobrás para campanhas do Partido dos Trabalhadores”, sustentou.

Moro ainda disse ser “importante esclarecer que não há prova material de enriquecimento ilícito de João Vaccari Neto, pois, considerando os casos já julgados, roubava ele para o partido e não para ele próprio”.

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2 comentários sobre “Moro não alivia para Vaccari e diz que ex-tesoureiro roubava para o PT

  1. A absolvição de Vaccari pelo TRF IV num dos Processos sentenciadas por Moro, mostra a fragilidade e insegurança jurídica que reina no Judiciário. A prevalecer a lógica usada por aquele Tribunal neste caso Vaccari, nada impede que todas as demais sentenças não possam ser anuladas ao longo dos recursos a serem impetrados para outros futuros sentenciadas, a exemplo de Lula e Dilma.

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