JBS teme perder direito a total impunidade assim que Dodge assumir

De acordo com a Veja, “os procuradores da operação Bullish, que investiga fraudes no BNDES, não vão levar em consideração a leniência acertada entre a JBS e a PGR”. A matéria lembra que “o grande temor na JBS, aliás, é que a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, queira derrubar os benefícios da colaboração negociada com Janot”.

O acordo de impunidade da JBS tem sido rejeitado por 81% dos brasileiros, que não compreendem porque os irmãos Joesley e Wesley não passaram um dia sequer na cadeia.

Os propagandistas de Janot tem inventado narrativas para dizer que “se não fosse assim, a JBS não faria a denúncia”, mas não há evidências de que a empresa redefiniu os aspectos biológicos do ser humano, que avaliam as coisas pela ótica da motivação e recompensa. Ou seja, se os irmãos JBS estivessem presos preventivamente, e sob risco de pegarem 1000 anos de prisão (para cumprirem no mínimo 30), obviamente iriam delatar até mais se tivessem que cumprir 5 anos, sem receber o direito à total impunidade.

O discurso criado pela ala janotista simplesmente não fecha. A tendência é que muita coisa obscura surja a partir de setembro. A JBS tem motivos para ficar com medo. Janot e Fachin também. O fato é que daria para garantir as delações e as provas, punindo todos os corruptos, sem dar o acordo de total impunidade.

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