Extrema-esquerda entra em parafuso ao descobrir que PT não cumpre cota feminina na legenda

Julian Rodrigues, do Viomundo (site esquerdista), escreveu um artigo intitulado “O PT adota cotas, mas deixa as mulheres no banco de reservas”. Ele disse o seguinte:

“Tá rolando uma treta, porque na Executiva Nacional do PT a paridade foi cumprida, mas os cargos ficaram, em sua maioria com homens, as mulheres ficaram como vogal. Nós precisamos enfrentar esse problema. As cotas são um mecanismo correto, não podem ser desvirtuadas. E elas são apenas a ponta do iceberg das políticas afirmativas.”

Depois, ele continua:

“Em uma sociedade de classes, estruturalmente racista, patriarcal, heteronormativa e adultocêntrica (???), os critérios “políticos” , “naturais” resultarão, sempre, em direções de partidos, sindicatos e movimentos compostas por homens brancos, de meia idade, (supostamente) heterossexuais.”

No final do texto, Julian afirma:

“Deliberaram que sempre que houver um homem e uma mulher em condições similares, a mulher terá preferência para assumir o cargo de presidenta. Isso é política afirmativa real. Preparar mulheres para encabeçar as entidades!!!

Portanto, não adianta o PT aprovar formalmente a paridade de gênero, e cotas para jovens e pretos/as!

É preciso ter uma política efetiva de formação de quadros e incorporar as pessoas de fato, no núcleos dirigente, a começar por cada tendência/corrente/grupo.”

A coisa toda ficou meio confusa. Afinal, ele cita no texto o fato de o PCdoB ter colocado mulheres para presidir a UNE nas últimas três gestões. Contudo, o PCdoB é apenas um braço petista, não possui qualquer independência política. Além disso, recentemente Gleisi Hoffmann foi empossada como presidente do partido.

Talvez a preocupação correta não fosse essa, mas o fato de ter gente corrupta na legenda. Claro que se fosse esta a preocupação nem mesmo a própria legenda existiria.

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