Deputado se recusa a receber intimações e ainda trolla: “Intimado porra nenhuma”

Na zona institucional em que o Brasil está mergulhado, um caso se destaca pela ousadia: é o do deputado federal Roberto Góes (PDT-AP), que vive criando problemas para os quatro oficiais de Justiça do STF  quando eles têm a incumbência de lhe entregar uma intimação.

Como é alvo de dez ações penais no STF, além de investigado nos inquéritos, o ex-prefeito de Macapá (2009-2012), presidente da Federação Amapaense de Futebol e ligado à cúpula da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) precisa ser constantemente notificado para comparecer a interrogatórios ou apresentar defesas. As informações são da Folha.

Ele é acusado ou suspeito de irregularidades quando esteve na prefeitura. Em 2016, foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão por ter retido e usado, sob argumento de dificuldades financeiras do município, para quitar os salários dos servidores, R$ 8,5 milhões descontados da folha de pagamentos no sistema de crédito consignado.

As dificuldades para localizá-lo incluem ausências na Câmara. Ele esteve ausente em 75 das 94 sessões ordinárias e extraordinárias realizadas neste ano até quarta (28).

“Intimado porra nenhuma”, respondeu Góes em fevereiro passado, ao telefone, para um dos oficiais do tribunal, conforme certidão lavrada por três servidores do STF e anexada aos autos de um dos seis inquéritos contra o parlamentar.

“De todos os investigados e processados perante o Supremo, o deputado é o único que adota uma postura reiterada de não se dispor a receber as comunicações processuais”, escreveram os oficiais em certidão no inquérito.

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