Advogado de Temer dá tiro no pé e diz: “Não subestimo os parlamentares, eu não acho que já se ganhou”

O advogado de Michel Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, deu uma entrevista ao Estadão onde cometeu um erro tático gravíssimo, que pode acabar sepultando as chances de seu cliente.

Sobre a análise do pedido de autorização da Câmara para que o STF Federal julgue a denúncia contra o presidente por crime de corrupção passiva, ele tentou fazer uma análise “realista”.

“Nossa intenção política é que as coisas se acelerem para que o País possa ter um andamento normal. Para o presidente da República é muito bom que essas coisas se resolvam, para que suas preocupações se voltem para o governo. Tenhamos pressa, porém, não em detrimento da defesa. Isso eu tenho batido muito, porque a visão do Planalto é uma e a minha visão é outra. Eu disse isso ao presidente. Não subestimo os parlamentares, eu não acho que já se ganhou. Eu não acho que isso seja uma decisão a respeito de um projeto de lei ou uma deliberação de caráter eminentemente político de interesse do Planalto. É uma decisão a respeito da liberdade, da dignidade, da honra, da imputação de um crime contra alguém e esse alguém é o presidente da República. É preciso que os parlamentares sejam tratados como juízes e não como parlamentares apenas.”

O erro de Mariz é que no momento atual de jogo é decisivo que cada lado utilize laudos de fragilidade adversária, que serve para dizer que o lado oposto “está acabado” ou “vai perder”.

Enquanto os adversários de Temer estão fazendo isso, e com habilidade, caberia a ele, como jogador, realizar o mesmo tipo de jogo. Ao ter tentado discursar sem blefar, se mostrou frágil e pode acabar complicando de vez seu cliente.

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