Fachin soltou Loures próximo a sua delação. Por que?

Algumas fontes lembram que o ministro Edson Fachin mandou soltar o mais famoso carregador de malas do país no mesmo dia em que o colunista Ricardo Noblat publicou no Globo que ele iria delatar. A delação teria como alvo Michel Temer.

Fachin alegou que sua decisão de soltar Loures tem a ver com o fato da irmã de Aécio também ter sido solta: “registro o recente julgamento, em 20.6.2017, do agravo regimental interposto nos autos da AC 4.327 por Mendherson Souza Lima, ao qual a Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, por maioria e nos termos do voto médio proferido pelo Ministro Luiz Fux, deu parcial provimento à irresignação para substituir a custódia cautelar anteriormente imposta pela prisão domiciliar. A referida decisão foi também estendida aos demais corréus Andréa Neves da Cunha e Frederico Pacheco de Medeiros, nos termos do art. 580 do Código de Processo Penal. Nada obstante a solução dada pela respeitável decisão colegiada, entendo que o atual momento processual vivenciado pelo aqui segregado autoriza a adoção de providência semelhante, em homenagem ao tratamento isonômico que deve inspirar a jurisdição, nos termos do art. 5º, caput, da Constituição Federal”.

Porém, Fachin determinou em maio que os inquéritos contra Temer e contra Aécio deveriam tramitar separadamente. Agora, ele colocou tudo junto de novo ao justificar libertação de Loures, ligado a Temer, com a de Andréa Neves, ligada a Aécio.

As suspeitas podem levar alguns a acharem que Loures poderia não confirmar aquilo que a PGR alegou e, com isso, lançaria ainda mais suspeitas sobre o acordo de impunidade da JBS.

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