Coordenador do MBL de Maringá fala sobre a realidade da UNE

Virgilio Marchesini, graduando em direito e coordenador do núcleo do MBL em Maringá, Paraná, participou do Congresso Nacional da União dos Estudantes que ocorreu esse ano. Confira o relato publicado no blog Odiário:

“Há exatos 7 dias, eu, juntamente com (mais ou menos) 200 estudantes entre eles, liberais e conservadores aglutinados em uma chapa encabeçada pela Juventude do PSDB, fechávamos o ciclo de 3 dias no Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes.
Para quem não conhece, a UNE é (ou pelo menos deveria ser), a entidade máxima e democrática do corpo estudantil que tem (ou deveria ter) como principal função lutar pela educação e pelos estudantes. Basicamente, o sindicato dos Estudantes.
Só da UNE, dinheiro do governo é destinado para ela, seja pela carteirinha do estudante ou qualquer outra dívida histórica que o governo possui ou pelo menos justifica-se pagar para ela.
A história por lá é diferente: a UNE é uma entidade aparelhada por militantes profissionais, cujo principal objetivo é formar uma classe de militância de uso exclusivo para a esquerda.
E as pautas? Fora Temer, Diretas Já, greve geral, etc…
Pautas para educação? Das poucas, nenhuma realmente é útil e eficiente para a educação.
Respeito à democracia? Só se você for de esquerda, do contrário, será recebido com cuspes, jatos de suco/água, garrafas, resto de comida, cadeiradas e até pedradas.
Se você for mulher? Se você não for de esquerda, será democraticamente agredida.
Negro? Se você não for de esquerda, será democraticamente taxado de capitão do mato.
E se você for de esquerda mesmo, mas está numa chapa TUCANA sofrerá as consequências igualmente.
Tudo isso foi o que presenciei e passei apuros juntamente com a galera JPSDB, para no final, ver um silêncio estarrecedor por parte da UNE, aquela que defende os estudantes.
O que concluo é que há duas opções para o futuro da UNE: a aceitação de uma verdadeira democracia por parte da grande maioria dos esquerdistas radicais ou o fim da UNE.
O cessar de repasses de verba pública para esta entidade é inevitável, deve haver sem mais, nem menos. Não existe motivos para a obrigatoriedade de se receber dinheiro do povo – e dos próprios estudantes de forma indireta, já que há entidades que lutam muito mais pela educação do que a União Nacional dos Estudantes diz lutar em 80 anos.”.

 

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