Presidente da Eletrobrás critica chefia da estatal: “Safados e vagabundos”

O presidente da estatal Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior, causou mal-estar entre os sindicalistas durante discussão de um plano de reestruturação que irá causar um corte de metade dos funcionários da empresa.

Ele chamou boa parte, 40%, da chefia da estatal de “vagabundos” e “safadados”. A fala ganhou repercussão e Wilson teve que se desculpar após os sindicatos promoverem uma greve de 24 horas na quinta-feira (22).

São 40% da Eletrobras. 40% de cara que é inútil, não serve para nada, ganhando uma gratificação, um telefone, uma vaga de garagem, uma secretária. Vocês me perdoem. A sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular, no serviço público (…) temos muito mais gerentes do que precisa. Temos um monte de safado, lamentavelmente, que ganha lá 30, 40 paus (mil reais). Tá lá em cima, sentadinho“, disse Wilson em áudio divulgado na internet pelos sindicalistas.

Em nota, a empresa reconhece que o presidente usou expressões rudes, mas que o áudio foi tirado do contexto. Confira a nota na íntegra:

Nota na íntegra da Eletrobras:

“O presidente da Eletrobras reconhece que usou algumas expressões rudes em áudio divulgado pelos sindicatos. Por isso fez questão de gravar um vídeo interno para todos os colaboradores da empresa, esclarecendo a situação e pedindo desculpas. Cabe esclarecer, porém, que os áudios foram tirados do contexto. O presidente estava apresentando aos sindicatos a reestruturação da companhia, com o respectivo corte de cargos comissionados, o Plano de Aposentadoria Extraordinária, a privatização das distribuidoras e um futuro Plano de Incentivo ao Desligamento, quando o Centro de Serviços Compartilhados estiver implementado. Durante a exposição, em que os sindicatos ameaçaram entrar na justiça contra as privatizações e se mostraram contrários ao plano de desligamento voluntário para o CSC, o presidente elencou diversas situações inaceitáveis dentro de uma empresa do porte da Eletrobras, como falta de comprometimento de alguns gerentes, descaso com as metas da companhia e, até mesmo, fraudes envolvendo o sistema de catracas, que registram o ponto. Por isso, com o intuito de alertar aos sindicatos para que eles também se manifestem contra esse tipo de comportamento indevido, o presidente usou de maior veemência.”

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