Comédia: Palocci pede absolvição sem ter entregue nada relevante sobre Lula

Por Francine Galbier

Antonio Palocci, ex-ministro da Casa Civil e Fazenda dos governos Lula e Dilma, que está preso desde 26 de setembro de 2016, pediu absolvição ao juiz federal Sérgio Moro em suas alegações finais no processo em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Lava Jato afirma que o petista tinha uma conta corrente de propinas com a Odebrecht.

Nas alegações de sua defesa, foi feito referência a um ex-deputado flagrado com mala de R$500 mil em confronto com uma declaração do executivo Fernando Migliaccio, um dos delatores do processo. Trata-se do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Michel Temer que foi filmado saindo de um estacionamento com uma mala de propinas da JBS.

O executivo Fernando Migliaccio afirmou em depoimento que o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, pegava dinheiro em espécie com o próprio delator, e nunca menos do que um milhão A defesa do petista alegou que isso se trata de uma mentira “perfeita”.

“O colaborador Fernando Migliaccio foi desmascarado pelos recentes fatos envolvendo um ex-deputado federal do Paraná, que teria sido flagrado portando uma mala com R$ 500 mil, como é fato público, notório e amplamente divulgado na mídia. Note-se: no episódio envolvendo o deputado, havia uma mala contendo R$ 500 mil”, alegou a defesa no documento.

E continua:

“Ora, como se sabe agora, R$ 500 mil ocupam o volume de uma mala média. Mas, de acordo com o delator, Branislav Kontic fazia caber em uma mochila – com aproximadamente um terço ou pouco mais da capacidade da mala carregada pelo deputado paranaense – nunca menos do que o dobro do valor contido em uma mala média A falácia contada pelo réu colaborador salta aos olhos. Esse fato demonstra, por si só, a inconsistência das alegações feitas pelo corréu delator.” 

No processo, as alegações finais trata-se do momento em que Ministério Público e a defesa apresentam suas argumentações e pedidos finais, que serão considerados no juízo que emitirá sentença.

O Ministério Público Federal pediu a condenação de Palocci pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cobrando o valor de R$ 32.110.269,37,  que corresponde à suposta propina paga pela empreiteira Odebrecht por contratos de afretamento de sondas com a Petrobras.

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