O caso do “jovem que teve a testa tatuada”.

Por Francine Galbier

O assunto mais comentado do momento é “o jovem que teve a testa tatuada”, deu até no noticiário internacional. Pela reação histérica da sociedade, talvez em questões políticas, econômicas e jurídicas, esse caso seja mais relevante que o julgamento da chapa Dilma-Temer.

A história: viralizou um vídeo no facebook. Um rapaz aparecia sendo tatuado na testa. “Sou ladrão e vacilão”. Nas redes sociais só se falou nisso. A esquerda se mobilizou pelo jovem acusado de furtar uma bicicleta de um aleijado. Criaram uma vaquinha pra arrecadar dinheiro pra remoção da tatuagem. O valor já ultrapassou a meta. Empresas e clínicas já se ofereceram para pagar o tratamento de remoção. E o Gugu irá reformar a casa do menor infrator. Não duvido o mocinho aparecer dando entrevistas para o Rodrigo Faro ou lançar um CD de funk.

Mesmo antes do caso ser apurado já tinham transformado o viciado em drogas em mártir de vítima social. A tatuagem na testa foi tortura? Foi. É errado? É. Só surpreende a capacidade de organização de coletivos, ativistas e entusiastas da extrema-esquerda para levantar mundos e fundos quando se trata de menores marginais. 

Não vemos esse tipo de comoção com as vítimas dos criminosos.

O tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27 anos, e Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos, foram presos preventivamente. Depois que o circo já estava todo armado é que foi divulgado pela família do menor infrator que ele é viciado em drogas e estava há nove dias desaparecido.

No campo da especulação, é possível que ele tenha tentado furtar a bicicleta, como alega o tatuador e seu vizinho, e também é possível que eles tenham falado a verdade quando disseram que a tatuagem era uma forma de punição.

No fim, a repercussão dessa história levantou o debate sobre a impunidade e a violência. Estamos em crise de segurança pública, o cidadão sente que não está protegido e que o sistema de justiça não cumpre o seu papel. Chegamos ao extremo da população sentir vontade de fazer justiça com as próprias mãos e, quando alguém de fato a faz, muitos não aplaudem, mas conseguem justificar.

 

 

 

 

 

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2 comentários sobre “O caso do “jovem que teve a testa tatuada”.

  1. Esta turma de direitos humanos nos faz vergonha, é um bando de hipócrita……. são os esquerdopatas, que vivem da desgraça alheia, sem isto eles não sobrevivem.
    Os tatuadores tem o louvor da maioria dos Brasileiros, que não aguenta mais a violência e a impunidade, causada principalmente por este pessoal. E esta mídia sensacionalista que temos, que também vivem desta desgraça.

  2. O tal do coletivo que fez a “vaquinha” para apagar a tatuagem tem um nome no mínimo interessante => Afroguerrilha ….guerrilha? oi? Como assim?

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