Quando até Taís Araújo diz que os SJWs estão exagerando, é preciso parar para refletir…

por Baltazar Soares

Nos últimos dias a atriz Taís Araújo foi envolvida em duas “polêmicas”. A primeira delas ocorreu quando esteve no programa de Ana Maria Braga e se recusou a experimentar um prato, alegando que poderia passar mal ao vivo. O que poderia ter passado apenas como um gesto “indelicado” virou motivo para debates nas redes sociais. De um lado, tolos alegando que ela foi extremamente mal educada, do outro lado, outros tolos dizendo que ela tinha todo o direito de não querer comer.

Irrelevante. Esta é a definição mais adequada para tal situação. O ato de Taís não mudou a vida de ninguém, sequer deveria ser objeto de discussão naquele momento. Mas não para por aí. Esta semana, a nova “polêmica” foi a participação da atriz no programa Vídeo Show. O apresentador Otaviano Costa perguntou de qual cabelo usado por Taís o seu marido, Lázaro Ramos, gosta mais. A atriz respondeu dizendo que não sabia qual a preferência de Lázaro e que, na realidade, sempre se preocupou em usar o cabelo que ela própria gostava.

Tudo poderia ter acabado aí mesmo. Foi apenas uma pergunta e, da parte dela, uma resposta. Mas não é assim que os Justiceiros Sociais pensam. Para eles, o tema tinha que ser problematizado, e aí virou mesmo um problema. Diversos perfis começaram a enaltecer Taís Araújo pela “postura feminista”, e outros passaram a atacar o apresentador pela “pergunta machista”. Aparentemente a inocente pergunta de Otaviano, de repente, virou um caso de assédio sexual ao vivo, como se fosse algo realmente grave.

A atriz, por sua vez, não gostou disso, e então resolveu gravar um vídeo nas redes sociais para acalmar os ânimos exaltados dos caçadores de bruxas da era contemporânea. No vídeo Taís alegou que não se sentiu incomodada com a pergunta de Otaviano – o que já era até meio óbvio – e que ela e seu marido são amigos do apresentador e sua esposa, a também atriz Flávia Alessandra. Em dado momento, ela até disse que não é necessário problematizar tudo…

O que este caso nos ensina? Tal como o ocorrido recentemente com Malu Magalhães e seu clipe que não foi em nada racista, mas foi acusado de ser racista pela Ku Klux Klan do movimento negro, essa situação toda nos mostra que estes grupos não possuem mais pautas verdadeiras e legítimas. A luta deles por algo justo, se é que realmente lutaram por isso algum dia, chegou ao fim. Não há mais nenhum propósito da parte deles senão o de tumultuar, o de causar intrigas, o de incitar a violência tribal contra qualquer um que ouse pisar fora da faixa.

A cantora Malu Magalhães pediu desculpas por não ter feito nada errado, e provavelmente fez isso apenas como uma forma de fugir da retaliação. Não adiantou nada, no fim das contas, e ela continuou a ser retaliada. A única coisa positiva nisso tudo é que aqueles que promoveram, por anos, esse tipo de rivalidade hostil e medonha, agora estão sendo vítimas do monstro que criaram. Esses artistas que apoiam os movimentos negro e feminista estão, agora, em posição insegura. Um passo em falso e eles são demolidos por aqueles a quem alimentaram.

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5 comentários sobre “Quando até Taís Araújo diz que os SJWs estão exagerando, é preciso parar para refletir…

  1. Essa falácia toda, do politicamente correto, ja esta enchendo o saco, coisa de quem não tem o que fazer, tudo é motivo para picuinhas, que preguiça dessa gentalha chata!

    1. Não sei o porquê! É só não ler! O ser humano sempre arranja um jeito, o quanto mais idiota possível, para sofrer! Antes da net ninguém podia fazer comentários que “fazem sofrer”, agora tudo afeta, se não concordar com quem fala a pessoa já se diz “oprimida”.

      Falta uma guerra no país, ou uma peste bem brava para obrigar as pessoas a esquecer todos os seus direitos e lutar pelo direito de viver.

  2. IMAGINEM SE O COSTINHA ESTIVESSE VIVO E FIZESSE SUAS FAMOSAS PIADAS DE “BICHINHAS”. ESSA MERDA DE POLITICAMENTE CORRETO IA ENCHER O SACO DO COITADO QUE SÓ NOS FEZ RIR A VIDA TODA.

  3. Quando se é convidado para um almoço ou jantar a etiqueta manda que não se externe uma opinião sobre o prato servido, sempre foi ensinado; quando não se aprecia o prato servido, limitar-se a comer um pouco alargando indisposição ou qualquer coisa do tipo, para não embaraçar a dona da casa pois se somos convidados é porque fomos lembrados particularmente e no mínimo retribuindo com gentileza, porém em um programa de entrevista e gastronomia creio que se não foi simpático também não foi grosseiro.
    Pra frente Tais, é errando que se aprende e além do mais estamos num processo de democracia mas no futuro não exagere.

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