$12 milhões para sede do Instituto Lula era retribuição, diz executivo da Odebrecht

Por Francine Galbier

O executivo da Odebrecht, Alexandrino Alencar, que era o elo de contato entre o chefe do grupo e o ex-presidente Lula, afirmou em depoimento ao Juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira (5), que os R$12 milhões reservados à sede do Instituto Lula era uma retribuição pelo que o político “fez no passado”.

“Entendo que em retribuição,  a contrapartida ao que o próprio presidente Lula fez no passado, em função da importância dele no então governo (Dilma Rousseff) e, também, no futuro político do próprio ex-presidente Lula, na época”, disse Alencar.

O empresário afirmou que o dinheiro seria oculto e destinado a compra de um terreno para sede do Instituto Lula, em São Paulo, e também para compra de um apartamento no edifício onde o petista mora, em São Bernardo do Campo. Segundo ele, a “Odebrecht iria adquirir esse imóvel para o Instituto Lula”. “Tinha essa disponibilidade de R$ 12 milhões, e esses R$ 12 milhões seriam usados para compra da sede do Instituto Lula.”

Alexandrino entregou à Lava Jato um mapa de “contrapartidas” dadas a Lula pelo “tráfico de influência em benefício da companhia”.  Ao comentar pelas negociações de terreno que foram realizadas, diz “Transmiti para Marcelo e ele me instruiu para procurar outras alternativas dentro desse valor de R$ 12 milhões”.

A quantia de R$12 milhões está registrada na “planilha Italiano”, onde está a contabilidade de R$200 milhões disponibilizados ao PT pela Odebrecht.

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