Nos EUA, investidores entram com ação coletiva contra JBS

Por Francine Galbier

Foi aberta uma ação coletiva contra a JBS nos Estados Unidos. A autoria é de investidores que compraram ações entre o período de 2 de junho de 2015 até 19 de maio de 2017. Foi noticiado pela Reuters, em 22 de maio, que escritórios de advocacia estavam recolhendo inscrições de quem tivesse interesse em ingressar com ações coletivas contra a JBS por conta da operação Carne Fraca, que ocorreu em março.

Os advogados da ação citaram o pagamento de propina a orgãos reguladores com a motivação de corromper inspeções em fábricas da empresa, pagamentos de propina a políticos e lobistas, empréstimos irregulares recebidos do BNDES e, ainda, destacaram que as operações feitas no mercado financeiro, por Joesley e seu irmão Wesley, antes do acordo de delação premiada, são “suspeitas” e “indicam sinais de possível informação privilegiada”.

Aqui no Brasil, a CVM – Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de capitais no país, instaurou na terça-feira (31) dois inquéritos administrativos contra a empresa JBS, para que se investigue a sua atuação no mercado de dólar futuro e também as negociações do acionista que controla as ações da empresa. A CVM já abriu oito processos que envolvem a JBS desde a delação premiada de seus executivos.

A própria empresa confessou que comprou dólar no mercado futuro algumas horas antes da divulgação de que seus executivos teriam feito o acordo de delação, motivo que teria feito o dólar disparar, subindo mais de 8%, trazendo lucros para a empresa.

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