JBS entregou registro de pagamentos para a gráfica oficial do PT (Focal)

Empresa de São Bernardo, que foi segunda maior fornecedora da campanha de reeleição de Dilma, em 2014, e é acusada de movimentar dinheiro de propinas, recebeu R$ 1 milhão de delatores, entre 2010 e 2011.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista entregaram, na delação do apocalipse político, os registros de pagamentos para a Focal Confecções e Comunicação Visual, gráfica e organizadora de comícios das campanhas de 2010 e 2014 da ex-presidente Dilma Rousseff. São despesas de 2010 e 2011 que somam R$ 1 milhão.

A Focal, com sede em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, pertence a Carlos Roberto Cortegoso, empresário alvo das operações Custo Brasil e Lava Jato e também do processo contra a chapa Dilma e Michel Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os pagamentos teria saído das “contas” mantidas pelo dono da J&F Joesley Batista, em benefício de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Juntas, essas “contas” chegaram a ter um saldo de US$ 150 milhões, segundo os delatores. O responsável pelo crédito e pelo ordenamento das despesas seria o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

A Focal, empresa que faz materiais e monta palanques para o PT, desde as campanhas de Lula, é acusada de fornecer notas frias e de receber via caixa 2 pelos serviços prestados aos petistas.

A Focal foi a segunda maior fornecedora da campanha de reeleição de Dilma. Recebeu R$ 24 milhões – atrás apenas do marqueteiro João Santana, que recebeu R$ 70 milhões.

A Focal cresceu com o PT. Cortegoso, conhecido como “o garçom de Lula”, por ter trabalhado em um bar frequentado pelo ex-presidente na época de sindicalismo, montou a empresa no fim dos anos 1990.

A Focal produzia camisetas e material de campanha. A empresa que atualmente presta serviços ao PT, foi aberta em 2005 e tem sede em um galpão, no ABC paulista. Ela sucedeu a Ponto Focal, usada até aquele ano para prestar serviços ao partido. A empresa está registrada em nome da filha e de um funcionário, mas é de Cortegoso.

A partir de 2003, o negócio cresceu rapidamente e ele virou o principal fornecedor do partido. Os primeiros negócios suspeitos com o PT surgiram em 2005, quando Cortegoso e a Focal foram citados pelo publicitário Marcos Valério na CPI dos Correios como destinatários de dinheiro de caixa 2 do mensalão. Os membros da comissão concluíram que a empresa teria recebido R$ 300 mil do esquema.

Mesmo alçado ao centro do – até então – maior escândalo do PT, Cortegoso não teve problemas para continuar como fornecedor do partido. Em 2006, na campanha à reeleição de Lula pagou R$ 3,9 milhões à Focal. Quatro anos depois, na primeira campanha de Dilma, os gastos do partido com a empresa quase quadruplicaram, chegaram a R$ 14,5 milhões.

Desde a disputa de reeleição de Lula, em 2006, ele virou o principal fornecedor de estruturas de palanques e materiais de campanha, como faixas, placas e banners.

A Focal teve seu sigilo quebrado nas investigações. Os valores pagos a subcontratadas são um dos principais problemas encontrados nos repasses feitos para a empresa de Cortegoso. Segundo laudo, ela recebeu R$ 3,2 milhões de forma irregular da campanha presidencial de 2014 e pode ter sido usada para desvios de recursos eleitorais.

Os peritos do TSE, por exemplo, encontraram uma discrepância milionária entre o valor recebido da campanha presidencial da chapa Dilma e Temer pela empresa e o declarado pela empresa como pago à subcontratadas para a realização de eventos – uma diferença de 324%. Foram encontrados ainda pagamentos para empresas distintas das declaradas e falta comprovação de serviços.

As informações são do Estadão.

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Um comentário sobre “JBS entregou registro de pagamentos para a gráfica oficial do PT (Focal)

  1. É nojento saber que , em tudo o que LULA e sua corja colocaram a mão, fede PROPINA …….!!!!
    E pior ainda , segue solto , rindo da Justiça Brasileira ….!!!!
    Ao mesmo tempo é TRISTE E VERGONHOSO , para o nosso PAÍS !

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