Alexandre Versignassi: “Caso ‘Richthofen na cracolândia’ é uma aula de fake news”

O texto abaixo é a reprodução integral do artigo de Alexandre Versignassi, publicado ontem (31)  na Super Interessante

As notícias sobre o Andreas von Richthofen mostraram em tempo real como é o processo que faz surgir notícias falsas.

Primeiro saíram os fatos reais: ele foi encontrado no jardim de uma casa que tinha invadido, em Santo Amaro, todo ferrado, alucinando.

Depois algum editor esperto colocou que ele tinha sido achado em “uma cracolândia”. Não chega a ser incorreto. Se a casa invadida ficava perto de algum dos vários centros de consumo de crack da cidade, faz sentido, e chama mais a atenção. Tanto chama que, aí, com a palavra “cracolândia“, a notícia bombou de vez.

Mas logo o termo sofreu uma mutação. O artigo indefinido “uma”, de “uma cracolândia”, foi sendo paulatinamente trocado pelo artigo definido “a”, de “A cracolândia”. A da Luz, a do Doria, a da Craco Resiste, a que mudou da Dino Bueno para a Praça Princesa Isabel. A Big One.

No ambiente digital, essa mutação foi tão benéfica para a geração de cliques quanto o bipedismo foi para a adaptação dos hominídeos à savana: mudou tudo. A supressão do artigo uniu o caso Richthofen ao caso cracolândia, e o assunto virou um Godzilla: um mutante radioativo mais forte que qualquer outro assunto – e a essa altura quase tão fictício quanto o próprio Godzilla.

Nota do Jornalivre:

Desde que a gestão Doria resolveu mexer na Cracolândia, a extrema-esquerda perdeu totalmente a vergonha e passou a atuar como defensora não só dos usuários de crack, mas também do próprio local em si. A “Craco Resiste” é basicamente a confissão de que, para eles, o que realmente importa é manter as pessoas em uma vida degenerada e sem qualquer dignidade, como se essas pessoas a quem veem como “bichinhos de estimação” servissem apenas aos seus propósitos políticos.

É evidente que a questão da Cracolândia é complexa, também pode ser que as ações de Doria não sejam suficientes para solucionar o problema. Porém, a verdade é que nenhuma das gestões anteriores fez qualquer coisa para mudar a situação. Aliás, o último prefeito, o petista Fernando Haddad, criou o programa “Braços Abertos”, cuja finalidade prática – embora talvez não intencional – foi a de sustentar o vício dos usuários com o dinheiro público.

Usar o caso Richthofen para atrair mais atenção só demonstra verdadeiro desespero.

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Um comentário sobre “Alexandre Versignassi: “Caso ‘Richthofen na cracolândia’ é uma aula de fake news”

  1. Quem está puxando essa porcaria de “Craco Resiste” são as ONGs que recebem milhões do Ministério da Saúde pra fazer “politica de redução de danos”. Preferem distribuir cachimbinhos a recolher essas pessoas para tratamento pq dá mais lucro.

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