Terrorismo disfarçado de protesto, que coloca vidas em risco, é absolutamente indefensável

por Roger Scar

Os ataques de ontem aos ministérios, realizados por terroristas durante os atos pró-Lula em Brasília, ainda parecem não analisados pelo prisma correto: o da irresponsabilidade e covardia de seus organizadores.

Apedrejar prédios, atear fogo em carros e locais públicos, jogar rojões contra outras pessoas, por si só, já são atos suficientemente reprováveis. Contudo, há um detalhe que muita gente tem esquecido, e que é de suma importância: havia pessoas inocentes dentro destes prédios, empregados, gente que nada tem a ver com os problemas atribuídos aos ministros de Temer.

Lá dentro da esplanada do ministério não há somente os ministros, há dezenas ou centenas de funcionários que estão lá somente cumprindo seu dever. Há pessoas que trabalham na limpeza do local, na organização, na segurança, no estacionamento, etc. Portanto, ainda que tentem justificar os atos alegando que “os ministros merecem”, o que já é um pouco absurdo, temos que compreender que não se trata apenas disso.

Os ataques de ontem não são mais uma questão política, é questão de segurança público, trata-se de proteger a integridade física de cidadãos que são, em sua maioria, trabalhadores honestos ganhando o seu pão de cada dia. O aspirante a terrorista que perdeu a mão ao se explodir com um rojão teve o que merecia Aquele artefato, caso não tivesse explodido nele mesmo, seria lançado contra alguém no meio da multidão, vindo a causar algo grave, talvez até um homicídio como o de Santiago Andrade, em 2014.

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