Perito contratado por defesa de Temer diz que áudio gravado por JBS é “imprestável” e joga lenha na fogueira

O perito e professor da Unicamp, Ricardo Molina, disse nesta segunda-feira que a gravação feita pelo dono da JBS, Joesley Batista, em conversa privada com o presidente Michel Temer, tem “problemas que são detectados até por leigos”. A fonte é o Valor Econômico.

Ele fez uma apresentação técnica sobre a gravação a pedido da defesa do presidente da República. A imprensa foi convocada pelo advogado de Temer, Gustavo Guedes. Segundo Molina, o arquivo tem sérios problemas de qualidade.

Ele destacou que a gravação está também “contaminada por tanta descontinuidade” e boa parte dos problemas é explicada pela falta de qualidade do gravador.

“Causa estranheza que uma gravação dessa importância tenha sido feita com um gravador tão vagabundo”, afirmou Molina. Segundo ele, o aparelho custa no site de compra “Mercado Livre” R$ 26.

Mesmo ao afirmar que se tratava de uma apresentação técnica, o perito frisou que se trata de “uma gravação extremamente esburacada” e “deveria ter sido considerada imprestável desde o primeiro momento” pelo Ministério Público Federal.

“Não dá para ouvir patavina, sobre o que o presidente Temer falou. Mas sobre o que Joesley falou, não. Porque ele estava perto do gravador”.

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