Fachin levanta sigilo das delações de João Santana e Mônica Moura; vem bomba por aí

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, determinou nesta quinta-feira, 11, o levantamento do sigilo das delações do ex-marqueteiro do PT marqueteiro João Santana e sua esposa, Mônica Moura. Os acordos foram homologados por Fachin em 4 de abril e permaneciam em segredo de justiça até então. Com informações do Valor.

Os autos foram encaminhados para a Procuradoria-Geral da República, que deve decidir se pede ou não ao Supremo a abertura de investigações contra políticos de foro privilegiado.

O casal foi preso em fevereiro do ano passado a mando do juiz Sérgio Moro. Ambos pagaram a fiança de R$ 30 milhões e foram soltos seis meses depois. Eles admitiram ter recebido repasses ilegais do PT em contas no exterior.

Nas alegações finais ao TSE, a defesa de Dilma pediu que os depoimentos de João Santana e Mônica Moura sejam desconsiderados, alegando que o casal deve ser investigado por falso testemunho.

Santana trabalhou como marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula, em 2006, e Dilma em 2010 e 2014. Executivos da Odebrecht afirmaram, em delações, que faziam pagamentos ao casal por meio do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, o famoso “departamento de propina”. Um deles, Hilberto Mascarenhas, chegou a afirmar que valores os pagos  entre 2010 e 2014 à Mônica chegaram a US$ 60 milhões, e que ela era uma das maiores recebedoras.

 

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