PM diz que milícias usaram tática de guerrilha urbana

O site da Jovem Pan descreve as táticas terroristas utilizadas pelas milícias pró-PT nesta sexta (28).

“Grupos pequenos apareciam de repente e faziam uma barricada, ateando fogo a pneus e madeiras. Quando a polícia se aproxima, em vez de resistência, a retirada rápida. Não muito longe, em outro ponto, novo bloqueio, levando à dispersão e divisão das forças da ordem, uma verdadeira ‘greve de guerrilha'”.

Foi desta forma que o comando da PM de São Paulo viu a tática adotada pelas organizações terroristas ligadas aos sindicatos para bloquear avenidas e impedir o tráfego no Estado na greve geral. Isso configura tática de “guerrilha urbana”, com a “inquietação, intervenção e dispersão”. As milícias teriam feito uso de sem-teto que vivem em prédios tomados no centro. Cada grupo organizou uma ação.

A matéria ainda diz que “até as 19 horas, a PM havia registrado 22 prisões na Grande São Paulo – 16 na capital e cinco em Osasco. Três policiais foram feridos em confrontos – um dos quais atingido por uma garrafada no rosto. A Coordenação Operacional da PM colocou, desde as 5 horas, todas as Forças Táticas da PM nas ruas. A Tropa de Choque foi dividida entre a Marginal do Pinheiros e Guarulhos, por causa do Aeroporto de Cumbica. Em todo Estado, aconteceram cerca de 50 pontos de bloqueio de vias – 30 dos quais na Grande São Paulo.”

Os atos criminosos foram isolados e, curiosamente, o trânsito ficou melhor, pois os trabalhadores saíram mais cedo para trabalhar e mudaram os horários. Com isso, o mapa da lentidão do trânsito na cidade feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego ficou próximo de zero das 10h30 às 16 horas, mais de 80% abaixo da média inferior de congestionamento registrado nas sextas-feiras.

O trânsito também ajudou as forças de segurança, diminuindo o tempo de reposta da PM: “O resultado foi bom. Tínhamos como objetivo impedir o fechamento das ruas em São Paulo e não se manteve fechada nenhuma rua. Era o tempo de a unidade de serviço chegar, requisitar apoio, quando necessário, e desobstruir a pista.

“A greve contou ainda com a estratégia inédita neste tipo de manifestação: a parceria entre sindicatos e movimentos sociais. Enquanto sindicatos mobilizaram trabalhadores para fazer piquetes em portas de fábrica e demais locais de trabalho, movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Central de Movimentos Populares (CMP) travaram vias importantes das cidades dificultando a chegada das pessoas aos locais de trabalho.

“É a primeira vez que tem uma greve com unidade entre o movimento sindical e movimentos sociais fazendo com que a população sentisse que não tinha como chegar ao local de trabalho”, contou Raimundo Bonfim, da CMP. A CMP fez 22 ações em vias em São Paulo. A lógica era, segundo o líder do MTST, Guilherme Boulos, “dificultar o transporte”.

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