Lula e os sindicatos contra o povo: A verdade por trás da “greve geral”, o CarnaLula

O artigo 580 da Consolidação das Leis do Trabalho, documento criado ainda na ditadura fascista de Getúlio Vargas, em seu inciso I, é bem claro:

Art. 580. A contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente, e consistirá:

I – Na importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho, para os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneração; 

A maioria dos trabalhadores nem mesmo sabe do que se trata, mas geralmente em março, todo ano, esse desconto está lá nas suas folhas de pagamento. Não há consulta, não há opção. Trata-se de um desconto obrigatório. Um dia inteiro de trabalho, todos os anos, é tirado a força do trabalhador e dado de bandeja nas mãos de um sindicato.

Quando se pensa em um dia de trabalho, pode-se imaginar que é pouco. Contudo, multiplique o valor de um dia de trabalho, que pode variar dependendo do salário do empregado, pela quantidade de pessoas que trabalham com registro em carteira. É fácil imaginar um número na casa dos milhões. É óbvio que uma reforma que pretenda mexer no bolso de políticos e sindicalistas vai mesmo incomodar muita gente graúda…

Reações

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A matéria acima, por exemplo, foi publicada no último dia 24 pela Carta Capital. Note que na chamada é dito que a Fiesp se posiciona contra o fim do imposto sindical. O mesmo é repetido no segundo parágrafo do texto:

“A medida é vista como uma forma de enfraquecer sindicatos e centrais sindicais que representam os trabalhadores, mas pode ser vetada pelo presidente Michel Temer. A boa ação não tem nada a ver com a greve geral de 28 de abril. Se for barrada, será por pressão de entidades patronais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).”

Em seguida, a matéria trata sobre o quanto a Fiesp supostamente recebe em dinheiro através desta taxa. Entretanto, isso é mentira. No site oficial da Fiesp há um breve texto publicado e assinado por Paulo Skaf, diretor da entidade, que informa o seguinte:

“Em uma reunião histórica, a Fiesp decidiu apoiar o fim da contribuição sindical, mais conhecida como imposto sindical. A Diretoria e os presidentes e delegados de sindicatos que compõem a Fiesp aprovaram por unanimidade que as entidades abram mão dessa receita em nome da crença em um país mais eficiente e moderno.

Ao tomar essa decisão, a Fiesp se mostra coerente com sua luta contra tantos impostos, burocracia, paternalismo e Estado cartorial. O Brasil vive um momento que pede mudanças, para a construção de instituições e relações mais modernas.

A hora é de meritocracia. A Fiesp mantém a coerência mesmo quando isso significa a redução de sua própria arrecadação.” (Ver aqui)

Que Michel Temer possa mesmo vetar a extinção do imposto sindical não é de se duvidar, mas a aparente sintonia de interesses gera suspeita. Ademais, de tudo o que há na reforma trabalhista, é evidente que o que mais preocupa toda a extrema-esquerda é justamente o fim do imposto sindical. Uma rápida pesquisa e logo se encontra diversas matérias em blogs esquerdistas tratando do assunto e falando em “perda de direitos” e coisas do tipo.

Acontece, no entanto, que a matéria publicada pela Carta é uma fraude ideológica. Fala-se em “pressão dos patrões” como se esses patrões não fizessem parte da mesma elite política e financeira a qual pertence, por exemplo, a CUT. Até pode ser que exista embate entre sindicatos patronais e sindicatos dos empregados, mas isso não significa que sejam inimigos. O embate existente é no campo da guerra de interesses. Ambos, no caso, lutam para proteger seus ganhos. Neste caso, se é verdade que CNI e CNC estão contra o fim da taxa, também é verdade que ambas estão do mesmo lado da maioria dos sindicalistas e do PT, ao menos neste ponto em específico.

Movimentação, protestos e o CarnaLula

Deste modo fica um pouco mais fácil compreender como o fim do imposto sindical realmente afeta o bolso dos sindicatos. A questão, agora, é entender que isso é justamente o que os motiva contra a reforma trabalhista. Toda essa movimentação não existiria se a reforma fosse apenas uma “reforminha”, daquelas que fazem de vez em quando para tapar o sol com a peneira.

No mês de março tivemos a evidência de como esses sindicatos operam. Eles simplesmente engambelaram trabalhadores sob uma chuva de mentiras, levando-os às ruas inocentemente acreditando que lutavam pelos seus direitos, mas a verdade é que tudo não passou de um comício para o ex-presidente Lula. Ou seja: sindicalistas mais uma vez fizeram a população de boba. É isso o que pretendem de novo, amanhã, com esse feriadão prolongado que chamaram de “greve geral”.

Tudo não passa de mais um CarnaLula. O ex-presidente tem forte influência no movimento sindical e é lá que ele possui seus principais cabos eleitorais. Qualquer um que tenha tido contato direto com um sindicato controlado por petistas ou simpatizantes da esquerda conhece o modo operante. Eles entram em repartições públicas, escolas, empresas, convencem os trabalhadores contando mentiras para eles e os levam às ruas ou a uma greve, omitindo que eles próprios possuem interesses políticos na movimentação.

Amanhã será exatamente assim. Esta é uma guerra na qual Lula e os sindicatos estão contra o povo e contra a classe trabalhadora, exatamente como sempre estiveram.

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Um comentário sobre “Lula e os sindicatos contra o povo: A verdade por trás da “greve geral”, o CarnaLula

  1. Se o imposto sindical é tão importante para o trabalhador, não tem por que todo esse medo dos sindicatos rsrsrs, a contribuição vai acontecer de forma não obrigatória agora….

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