Greve dos transportes pode atrapalhar chegada de parlamentares ao Congresso, problema que seria contornado se eles não votassem a favor dos sindicatos

Sindicatos de diversas categorias dos transportes, tais como motoristas de ônibus, taxistas e até mesmo aeronautas estão participando da mobilização para o CarnaLula amanhã (28). Entre os aeronautas e taxistas há até o planejamento para paralisar todas as viagens a Brasília, o que dificultaria a chegada dos parlamentares e atrapalharia a votação das reformas.

Segundo matéria publicada pelo jornal O Globo, a mobilização é geral e tende a conseguir aderência de boa parte da classe, em grande parte manipulada por sindicalistas profissionais em quem erroneamente acreditam. Só que este problema não existiria, ou pelo menos seria bem menor, se os parlamentares não votassem a favor dos interesses sindicais.

Sim, é isso mesmo! Sempre que há qualquer votação sobre um tema importante, como a questão do UBER no início do mês, os parlamentares afrouxam e acabam, em maioria, votando de acordo com o que interesse aos líderes sindicais, por medo de chantagem política, e deixam de lado os reais interesses da população.

Amanhã, se os táxis realmente pararem, há a possibilidade de chamar o Uber em algumas cidades nas quais o serviço ainda opera de forma quase clandestina, graças aos dispositivos criados pelo governo. Se vivêssemos em um país aberto ao empreendedorismo e à inovação, talvez houvesse ainda outras possibilidades, outras empresas oferecendo este mesmo serviço ou até serviços melhores. Claro que este não é o nosso caso.

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