Léo disse que triplex “era personalizado” para Lula

O empresário Léo Pinheiro, da OAS, disse ao juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira, 20, que os investimentos realizados pela empreiteira no triplex do Guarujá – que a força-tarefa da Operação Lava Jato diz pertencer a Lula – ‘não eram para um apartamento decorado’.

“Os investimentos eram para um apartamento específico para uma família. Veja bem, com todo o respeito à figura do ex-presidente, o apartamento era um apartamento personalizado. Não era um apartamento decorado. Foi feito para uma família morar. Se o presidente não quisesse, a gente ia ter um belo problema do que fazer com um apartamento personalizado, um valor excessivamente maior, pelas reformas e decoração feitas, maior do que valia o apartamento. Isso é público e notório. Está nos autos, muito claro isso.”

O relato de Léo Pinheiro reforça as suspeitas da força-tarefa da Lava Jato de que Lula é o dono do triplex do Guarujá e que o petista e sua mulher, Marisa (morto em fevereiro passado), visitaram o imóvel para dar as orientações sobre as reformas de acordo com o gosto do casal.

“Eu não tinha ideia de quanto ia gastar (nas obras)”, disse o empreiteiro.O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, questionou Léo Pinheiro. “O ex-presidente Lula alguma vez disse ao sr. que se comprasse (o triplex) não iria pagar pelas reformas no local?”

“O presidente Lula não me perguntou”, disse o empresário. “Quando estive com o João Vaccari (ex-tesoureiro do PT, preso na Lava Jato desde abril de 2015), em 2013, eu mostrei a ele as dívidas que tínhamos a pagar, pagamentos indevidos dessas obras e o gasto que estávamos tendo em cada empreendimento.”

Segundo o empresário, Vaccari pediu a ele que para tratar do triplex procurasse Lula. “Eu estive com o presidente. O presidente foi no apartamento para dizer o que queriam. Porque eu não tinha ideia de quanto ia gastar. Quando dona Marisa e o presidente estiveram no apartamento e nós fizemos o projeto tivemos quantificado.”

“Levei para Vaccari, isso faz parte do encontro de contas com ele. Vaccari me disse, na ocasião, que como se tratava de despesas de compromissos pessoais ele iria consultar o presidente. Voltou prá mim e disse: ‘tudo ok, você pode fazer o encontro de contas’. Se ele (Lula) sabia? Claro que sabia.”

A matéria é do jornal Estadão.

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