Professor da UFSC destrói editor pró-doutrinação do Diário Catarinense em e-mail sobre o caso Ana Campagnolo

O professor e engenheiro Sérgio Colle, do Centro Tecnológico da UFSC, refutou com muita propriedade a defesa do jornal Diário Catarinense, que se posicionou de forma ideológica contra a professora Ana Caroline Campagnolo, vítima de assédio moral por sua orientadora de mestrado, na UDESC. O processo tramita na justiça e ganhou repercussão na imprensa e redes sociais.

Segue e-mail que o professor Colle trocou com Editor do DC:

Prezados,

O DC publicou no último final de semana uma reportagem que claramente vitimiza a tal professora Marlene de Fáveri, que obteve a prerrogativa do DC de ser visitada pela Reportagem, na pessoa de Gabriele Duarte. O título da matéria é revelador “Me incomoda a atitude tão conservadora”, além do que, a manchete “Professora processada por perseguição ideológica”, desta vez em letras miúdas. Se ser conservador não fosse tolerado, Margaret Thatcher não teria salvo a Inglaterra da ruída e tampouco João Paulo II não teria lançado a pá de cal nos regimes comunistas.

A matéria chamou-me atenção por várias particularidades, a saber, por frases do tipo “Mas o que mais me incomoda e me constrange é saber que uma outra mulher e muito jovem, inclusive, toma atitudes tão desonestas e conservadoras”…. “Como uma mulher pode advogar pela violência contra as mulheres”. A primeira frase deixa transparecer uma professora autoritária que não tolera discordâncias e a segunda, se constitui numa acusação, cuja gravidade será avaliada pelo advogado da acusada, no caso, a Profa. Campagnolo, expulsa do mestrado por razões puramente ideológicas e porque não dizer, religiosa. Outro argumento da professora, digamos, repressiva, a saber “E de repente a vejo falando coisas absolutamente contraditórias ao que nós tínhamos estudado”. Claro está que alunos não podem discordar da linha ideológica da Professora de Fáveri, que ensina História e Relações do Gênero na UDESC. A propósito, esse título de disciplina é absolutamente estranho a organização disciplinar do conhecimento, pois, história é uma coisa e relações do gênero é outra. As relações do gênero fazem parte de uma corrente minoritária, a margem da antropologia, que tem por objetivo igualar os sexos e porque não dizer, negar a definição de sexo no ser humano.

O fato de a pobre ex-aluna ter afirmado que Simone Beauvoir ter desejado ser masculina, nada tem de estranho, pois esta era lésbica, que no jargão popular brasileiro definimos como machorra, qual seja, aquela mulher que gosta de figurar como o macho dominante de fêmeas. A propósito desta, ela foi companheira do intelectualmente desonesto e anti-clarical Jean Paul Sartre, idólatra do genocida Joseph Stalin e do psicopata Vladimir Lenine (cujo irmão foi enforcado como responsável pelo atentato ao Czar Alexandre I).

Ainda não entendi o que essa professora ensina, até porque o feminismo é uma corrente em extinção. Entretanto, entendo que ele ainda esteja em voga no Brasil, mesmo porque neste país a torradeira elétrica levou quarenta anos para chegar ao mercado e o sonho socialista cerca de setenta anos. Não é estranho pois que o feminismo marginalizado na Europa aqui chegue com meio século de atraso. Além do mais, ensinar correntes feministas numa universidade é uma heresia acadêmica, pois feminismo consiste numa corrente de desvio de comportamento social e, por conseguinte, não pode figurar no elenco das áreas de conhecimento consolidado. Desnecessário aqui registrar que o assunto respectivo ao gênero faz parte do que o atual governo excluiu do currículo como obrigatório, por considerar que esse assunto não contribui para a educação plena do cidadão.

A reportagem do DC claramente vitimiza essa tal de de Fáveri, enquanto sugere que a aluna perseguida por ela seja a agressora. É bom lembrar que os esquerdistas sempre se defendem na imprensa comportando-se como vitimas, mesmo sendo agressores e até mesmo assassinos (o caso do bandido Césare Battisti é didático). Os processos que levaram vários terroristas a subtrair do povo brasileiro milionárias indenizações sempre refletiram na imprensa (através da propaganda goebeliana), estes ativistas radicais como vitimas da repressão. Não estranhei pois a tônica da reportagem em que essa tal de de Fáveri apresenta-se ou diz estar estarrecida e constrangida pelo simples fato de a pobre aluna ter discordado de sua ideologia. Tolerar a discordância é parte do processo cognitivo, de que resultou o conhecimento consolidado, desnecessário dizer, o que é científico. Negar a liberdade aos alunos já é assombroso e reprimi-los por discordar, ao meu ver, é objeto sim do recorrer a lei.

Seria estranho pois que o DC não concedesse igual espaço para que a aluna reprimida também expresse suas opiniões a respeito do episódio. Tenho certeza de que ela o faria com melhor desenvoltura, inclusive no tocante a qualidade da expressão linguística (que a professora de Fáveri, na entrevista, sugere não possuir).

Atenciosamente,

Prof. Colle  

Em 6 de abril Domingos Aquino, do DC, respondeu:

Professor, reitero o que tivemos a oportunidade de conversar pessoalmente. Não há no DC espaço para decisões ideológicas ou corporativas.

O que há são decisões a partir do contexto, do momento ou do que chamamos no nosso meio de “gancho jornalístico”.

Como o senhor mesmo fala, já publicamos conteúdo a respeito. Outro dia pensamos em voltar a ele quando houve a polêmica da estudante e da professora aqui de Florianópolis. Mas concluímos que já debatemos o assunto.

Neste caso específico, não vemos motivo para voltar ao tema. Uma vez que já foi tema de publicação pelo DC.

Mas se voltarmos ao tema, em algum momento, no futuro, contaremos com sua participação, seja como fonte, seja como conteúdo complementar.

Agradeço, mais uma vez, sua compreensão.

Abs.

Domingos

No mesmo dia, o professor rebateu:

Prezado Aquino,

Creio que houve um equívoco. A matéria que encaminhei é para publicação no Caderno Nós, no qual foram publicados artigos de página inteira sobre o polêmico assunto das escolas sem partido. O texto é inteiramente devotado ao tema da educação e portanto não pode ser publicado em artigo de 2100 caracteres, que por si é insuficiente até mesmo para propor uma tese. Aguardo seu pronunciamento. Por outro lado, não ficarei surpreso se os organizadores de Nós vetarem esse artigo, por razões ideológicas ou corporativas. Compreendo o poder que tem os jornalistas de dominar o formato de um periódico. Por exemplo, em passado recente não faltavam articulistas e jornalistas do DC a escreverem textos com apologia ao esquerdismo sul-americano, fazendo vistas grossas as barbaridades de Hugo Chavez, Malvina (Cristina) Kirschner, Fidel Castro e o falso índio aymará Evo Morales. Os tempos mudaram e penso eu, é bem hora de os editores do DC abrirem espaço para discussões contendo argumentos substantivos. 

Atenciosamente,

Prof. Colle

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