Chocante: Departamento de propina da Odebrecht supera PIB de 33 países

por Rafa Silva

Parece que a tara de Lula em promover o “terceiro-mundismo” através de relações diplomáticas e comerciais com micronações mundo afora deu certo: como revela o UOL, em curiosa reportagem de Janaína Garcia, o “Departamento de Operações Estruturadas” da Odebrecht, vulgo “departamento da propina” bateu R$10.6 bilhões em pagamentos efetuados nos últimos anos, valor superior ao PIB de 33 países.

Agora, Lula tem uma micronação corrupta para chamar de sua. Os valores – assustadores em qualquer medida – quando convertidos para o dolar, chegam ao montante de U$3,37 bilhões, colocando a propinolândia petista ao lado de nações como Guiana, Burundi e Lesoto.

Captura de Tela 2017-04-20 às 12.16.07Petismo foi o maior beneficiário

O Partido dos Trabalhadores (PT), além de ter recebido a maior parte das propinas sacadas pela Odebrecht, também foi beneficiado pelos pagamentos efetuados a seus braços auxiliares.

Conforme as últimas delações demonstram, tato seu braço sindical, a CUT, quanto seu principal aliado midiático, a Carta Capital, foram contemplados com propinas advindas da empreiteira baiana.

A estratégia permitiu ao PT criar uma máquina de guerra praticamente imbatível, com todos seus aliados estratégicos devidamente alimentados com dinheiro sujo. A complexidade do modelo aplicado põe por terra a ideia de que a corrupção petista era “igual” a de outros partidos, como setores da mídia tentam construir.

As ruas derrubaram o esquema

Não fossem as grandes manifestações de 2015 e 2016 e o sólido projeto de poder da propinocracia de Lula teriam transformado o país em uma Venezuela. O modelo adotado por grupos políticos como o MBL – descentralizado, de alto impacto e baixo custo – colocou por terra a caríssima lógica da máquina de guerra vermelha, baseado na compra e financiamento de seus militantes e de praticamente qualquer ente político que lhes fizesse frente.

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Manifestações lideradas pelo MBL quebraram a lógica do jogo.

Com os partidos de oposição envolvidos no esquema – em especial o PSDB, “líder” do contraponto ao PT – o país estaria entregue ao esquema mafioso gestado por Lula e José Dirceu. Até o final de 2015, o partido de FHC e Aécio não havia se posicionado favoravelmente ao impeachment, fato que intrigava e revoltava a opinião pública.

Apenas em 2016, com o agravamento da crise política, é que partidos como PP, PSDB e PMDB embarcaram de vez na tese do impeachment – praticamente empurrados pela força da opinião pública. O andamento da Lava Jato demostrou, depois, que tal demora tinha razão de ser: seus líderes estavam na folha de pagamento das empreiteiras.

Liderança da esquerda deve se alterar

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Ás vezes ele acerta

Já dizia o revolucionário russo Leon Trotsky “A crise da humanidade é a crise da direção revolucionária”. Tendo isso como mote, é perceptível que o esgotamento das lideranças dos partidos com aspirações totalitárias – PT, PSOL e PCdoB – culminará no derretimento de seus projetos políticos e na quebra de um modelo antiquado que funcionava apenas na América Latina.

É provável que o populismo bolivariano movido à propina e corrupção dê lugar ao sofisticado modelo norte-americano amparado por ONGs e fundações ligadas a bilionários globalistas e agenda politicamente correta.

As recentes movimentações de Guilherme Leal, dono da Natura e financiador de Marina Silva; Neca Setúbal do Itaú, socialite financiadora da “Rede” e fundações como a de Jorge Paulo Lehmann dão o tom de um novo e assustador tipo de esquerda: ricos, com discurso bonito e prontos para te manipular.

Em vídeo publicado na última quarta feira, 19, o ativista Arthur do Val, do canal MamãeFalei, desmonta a estratégia deste novo ator político e dá o tom do que será o novo tipo de combate a ser feito pelo movimento popular. Saem os barbudos, ficam os bilhões. A guerra continua.

 

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