Relator da reforma trabalhista expõe herança fascista do imposto sindical

O deputado Rogério Marinho (PSDB), relator da reforma trabalhista, afirmou nesta segunda-feira, 17, em evento em São Paulo, que o imposto sindical é uma herança fascista. As informações são da Jovem Pan.

Marinho está coberto de razão. O imposto sindical – de caráter obrigatório/coercitivo – faz parte dos pontos que falam do direito sindical da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que foram inspirados nas normas do italiano Benito Mussolini

“Essa é uma herança fascista que já dura 70 anos. Estamos propondo que a contribuição sindical passe a ser opcional”, disse Marinho, durante palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham) para falar dos principais pontos da reforma trabalhista. “É um anacronismo absoluto”, completou.

O pagamento do imposto sindical é feito por via da coerção (pois é obrigatório) e vale tanto para os funcionários sindicalizados quanto para aqueles que não são associados a sindicatos. O imposto movimenta cerca de R$ 3,6 bilhões por ano.

Há 17 mil sindicatos no Brasil, configurando quase uma República Sindicalista. Ele fala: “O Brasil é campeão mundial de sindicatos”, disse ele, citando que a Argentina tem 96 entidades, a Alemanha oito e o Reino Unido. Ao eliminar o imposto sindical obrigatório e transformá-lo em contribuição voluntária, Marinho pretende fortalecer os sindicatos que são verdadeiramente representativos.

“Precisamos ter sindicatos sérios, legítimos”, disse durante a palestra.

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Um comentário sobre “Relator da reforma trabalhista expõe herança fascista do imposto sindical

  1. Só de ler a matéria, ficou roxa de raiva, 17 mil sindicatos. Trabalhadores deixem de ser bestas, protestam. Canalhada de sindicalistas , vai produzir e ganhar seu sustento do seu suor e não do suor do seu próximo . Abrolhos BRASIL.

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