Delator conta que pagava mesada de R$ 10 mil a Paulo Okamotto

Alexandrino Alencar declarou em sua delação ter pago R$ 10 mil mensais por “cinco ou seis meses”, ao presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Os pagamentos foram passaram a ser efetuados, segundo o delator, devido a uma aproximação entre eles que permitiu que ele percebesse que Okamotto “estava com alguma dificuldade financeira”.

“Me propus a ajudá-lo durante um período finito, com recursos, e durante cinco ou seis meses, alguma coisa assim, eu dei para ele R$ 10 mil por mês, em espécie”, afirmou Alencar. O codinome de Okamotto seria “Tóquio” nas planilhas.

“Estou sentindo que o Paulo está com dificuldades e vou tentar ajudar dentro de um valor que não seja ostensivo, que não ofenda”, teria dito Alencar ao empresário Emílio Odebrecht. “Arbitramos o valor de R$ 10 mil, foi isso o que eu fiz”; “Eu dava pessoalmente para ele. Esses recursos vinham do setor de operações estruturadas”, contou.

Okamotto negou ter recebido a suposta mesada paga por Alencar.

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