Urgente: Temer pode recuar no fim do imposto sindical. CUT e PT agradecem

porAndré Silva

Em nota oficial emitida pelo deputado federal Paulinho da Força (SDD/SP), um acordo entre o parlamentar sindicalista e o presidente da república Michel Temer parece ganhar força. A ideia é que Temer retire do texto final da Reforma Trabalhista a questão do fim do imposto sindical – obrigação criada durante o governo Vargas para o financiamento compulsório de sindicatos em todo o país.

O fim da contribuição, originalmente proposto pelo deputado Paulo Eduardo Martins, (PSDB/PR) virou vedete da Reforma Trabalhista que tramita na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, o deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), já havia posicionado que a pauta faria parte de seu relatório final.

Leia a íntegra da Nota de Paulinho:

Dirigentes da Força recebem apoio de Temer sobre manter a contribuição sindical

Estamos diante de diversas formas de ameaças e tentativas de desmonte dos direitos dos trabalhadores e do movimento sindical como forma de nos enfraquecer.

Acabar com a contribuição sindical, retirando os recursos de custeio das entidades sindicais, irá tornar a luta desigual. A intenção é meramente desmobilizar os sindicatos e as federações de trabalhadores, que lutam por mais direitos e para impedir o retrocesso implícito nas propostas de reformas trabalhista e previdenciária.

Diante de tais ameaças, dirigentes da Força Sindical estiveram reunidos na tarde de ontem com o presidente da República Michel Temer, em São Paulo. Durante o encontro, o presidente reafirmou seu compromisso de manter a contribuição sindical, entendendo ser legítimo o atual custeio das entidades sindicais, sejam elas de trabalhadores ou empregadores, pois a proposta de reforma trabalhista quer fortalecer as negociações coletivas.

Vale ressaltar que sindicalistas da Força Sindical e das demais centrais, de diversas regiões, estarão no Congresso visando dialogar democraticamente e sensibilizar os parlamentares sobre as ameaças de as entidades sindicais se acabarem.

Garantir os direitos dos trabalhadores passa, obrigatoriamente, por garantir a sobrevivência financeira das entidades sindicais. É importante destacar o papel dos sindicatos na ampliação de conquistas.

As negociações coletivas, que resultam em aumento salarial, as determinações das condições de trabalhistas, as assistências jurídicas, os atendimentos médicos e dentários e colônias de férias, entre outros. Tudo isso em prol do trabalhador é financiado com a contribuição sindical.

As informações foram retiradas de matéria de Ricardo Galhardo, do Estadão.

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8 comentários sobre “Urgente: Temer pode recuar no fim do imposto sindical. CUT e PT agradecem

  1. Desse jeito o povo está perdido, tudo só recai sobre nós, se é a Reforma da Previdência tudo que deveria recair sobre políticos, militares e funcionalismo já retiraram, na Reforma Trabalhista já começam retirando o fim do imposto sindical que eu acho um roubo pois os sindicatos não estão nem ai para os trabalhadores, desse jeito até o Lula ou mesmo a Dilma fariam essas reformas.

  2. O fortalecimento dos sindicatos se dá por sua luta honesta junto aos trabalhadores e só a contribuição assistencial seria a mais lógica e viável pois haveria a fatia de sustentação dos sindicatos através de sua produtividade nas negociações favoráveis aos trabalhadores mesmo assim teria obrigatoriamente que ter prestação de contas em órgãos oficiais.

  3. Acabaria com o imposto sindical sim, e manteria o assistencial baseado na produção de boas negociações favoráveis aos trabalhadores, com mudanças importantes na lei obrigando as prestações de contas em órgãos oficiais, mantendo a participação de aprovação de contas pelos associados e com divulgação pela lei de transparencia publica como entidade publica.

  4. Afinal, quem está do lado do povo?? Há anos que sustentamos esses vagabundos que não trabalham e vivem no luxo às custas das necessidades de muitos.

  5. Este jornal MENTE. Quem vocês querem enganar?
    Câmara- 24/03/2011 – 11h53
    CUT pede votação do fim da contribuição sindical
    J. Batista
    Presidente Marco Maia recebe Artur Henrique (presidente nacional da CUT), Quintino Severo (secretário geral da CUT) e membros da executiva nacional
    Dirigentes da CUT apresentam suas prioridades ao presidente Marco Maia (centro).
    Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) pediram na quarta-feira (23) ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia, a votação de diversas propostas, entre elas o fim da contribuição sindical, o fim do fator previdenciário, a valorização das aposentadorias, a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 para 40 horas, o cumprimento da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre demissões sem justa causa e ainda mudanças na política econômica.
    EXAME 2012 – CUT luta contra cobrança do imposto sindical obrigatório
    A base da campanha é a proposta de um plebiscito nacional para saber a opinião dos trabalhadores sobre a cobrança obrigatória do imposto.
    FOLHA 2017: Força diz a deputados que só a CUT, alinhada à oposição, sobreviverá sem o imposto sindical
    POR PAINEL
    Bumerangue Às vésperas da votação da reforma trabalhista, a direção da Força Sindical enviou carta aos deputados afirmando que, se aprovarem o fim da contribuição obrigatória aos sindicatos, darão “um tiro no pé”.
    Fogo amigo A Força afirma que só a CUT, ligada ao PT, tem fontes de financiamento alternativas. “Sua espinha dorsal há anos não depende do imposto”, dizem. O fim da contribuição, concluem, debilitaria apenas as “centrais abertas ao diálogo” com o governo Michel Temer.

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