Aliança macabra de Renan e Lula pode fazer com que PMDB o destitua da liderança

Os adversários de Renan Calheiros no PMDB começam um movimento para enfraquecer o ex-presidente do Senado.

A articulação contaria com o apoio velado do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de senadores próximos a ele, como Raimundo Lira (PB) e Garibaldi Alves (RN). As informações são do Estadão.

Eles lembram que basta a assinatura de 12 dos 22 senadores para determinar o afastamento do peemedebista. Líderes de bancada não possuem mandato fixo e podem ser substituídos a qualquer momento.

A relação entre Renan e boa parte da bancada começou a complicar depois que ele se aliou a Lula para fazer críticas dirigidas ao presidente Temer. O caldo entornou quando Renan retirou a indicação da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) à presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

A tendência é que a ala adversária a Renan escolha um nome para a CMO independente de qualquer articulação com Renan.

Líder do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSC-SE) defende que a comissão não poder ficar paralisada em razão de um “capricho” de Renan. “Convocamos a CMO para terça-feira às 14h30. Vamos esperar o senador Renan indicar os membros, mas se ele não o fizer, vamos sentar para ver o que vamos fazer. O que não posso ficar é sem a CMO sem funcionar”, afirmou.

Na avaliação do grupo que articula a saída de Renan, hoje os nomes que apoiam a permanência dele no cargo são minoria e se restringiriam aos senadores Roberto Requião (PR), Kátia Abreu (TO), Eduardo Braga (AM), Marta Suplicy (SP), Edson Lobão (MA) e Hélio José (DF).

 

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