Presidente dos Correios: “Sou contrário à privatização dos Correios”. É mesmo?

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, concedeu uma entrevista à ISTOÉ, onde se disse contrário à privatização da estatal, por conta das “peculiaridades, capilaridade e a presença nacional da empresa”. Nenhuma surpresa até aí, embora saibamos que o motivo é outro.

Durante a entrevista o presidente dos Correios tentou justificar os fracassos e perdas bilionárias da empresa, que detém monopólio do setor, atribuindo culpa à evolução da atividade postal no mundo. Ele também comentou sobre o plano para tirar a empresa da lama, cortando gastos e rentabilizando as agências, que na prática não irá resolver nada

O trecho mais interessante da entrevista, devido ao seu tom cômico, foi quando o entrevistador questionou sobre o aparelhamento político da estatal em detrimento de uma gestão técnica, algo que marcou a gestão de Eduardo Campos, e ele respondeu: “Em 354 anos dos Correios como empresa pública sempre houve indicações políticas no alto escalão da empresa. E foram essas pessoas que levaram a companhia a ser uma referência no setor”.

Correios, uma “referência no setor”. Não sei onde. Nem em qual setor.

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4 comentários sobre “Presidente dos Correios: “Sou contrário à privatização dos Correios”. É mesmo?

  1. É um absurdo o preço dos envios de mercadorias pelos correios, seja sedex ou pac. Eu admiro muito os profissionais dos correios, mas esses burocratas (indicados políticos) estragaram uma excelente empresa pública, neste momento acredito na privatização, vai cortar os funcionários de grandes salários, que estão dentro dos correios( os mesmo das indicações políticas). Quem é contra a privatização dos correios, porque está recebendo grande salário.
    O exemplo da FedEx americana é privada não tem nem cinquenta anos, eles tem frota de 650 aviões, entregas nos EUA inteiro e em muitos países da Europa e Asia.

    1. Se é realmente um exemplo, então porque seus clientes pagam mais caros para eles entregarem suas encomendas e eles postam elas numa empresa de muita credibilidade, os correios?

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