Como seria a visita de Dimenstein à PF para pedir a prisão do JornaLivre

Por Renzo Brickmann

O ex-jornalista Gilberto Dimenstein – criador do site de “fake news” Catraca Livre, proprietário de um boteco beneficiado por fechamento de rua (desde o período Haddad), dono de organização favorecida pela Lei Rouanet, adepto da extrema-esquerda, demandador de censura e praticante de linchamentos virtuais – usou seu site Catraca Livre para tentar intimidar o JornaLivre, conforme segue:

Editorial. Não vamos calar. Basta de ódio impune.

Uma investigação realizada pelo Catraca Livre sobre a engrenagem de notícias falsas na internet mostrou hoje um resultado concreto contra a impunidade: a Delegacia de Crimes Eletrônicos da Secretaria de Segurança de São Paulo anunciou abertura de investigação sobre o JornaLivre, que dissemina notícias falsas contra jornalistas, políticos, artistas e publicitários. Entre os veículos de comunicação atingidos, estão, além do Catraca Livre, Veja, Estadão, Folha e TV Globo.

Comprovamos as conexões clandestinas entre esse site, sem expediente, com o MBL – e quanto mais investigávamos mais recebíamos ataques de haters digitais usando sites-fantasmas e perfis falsos, buscando nos acuar. Neste final de semana, chegaram a invadir uma palestra promovida pelo Catraca Livre justamente contra o ódio na internet. Como fomos avisados sobre rumores do ataque, pudemos filmar a agressão –(http://bit.ly/2oNTVr9).

Nossa questão não é apenas com o MBL. Mas contra todos os grupos que usam notícias falsas para fins políticos e comerciais.

Assim como somos contra o uso das redes para destruir reputações, num ódio movido pelo ressentimento e inveja. Temos de dar um basta na impunidade dos haters e dos irresponsáveis.

Não vamos calar. Isso porque, ao comprometer o jornalismo, compromete-se também a democracia.

Calar diante desse crime seria negar nosso princípio essencial de comunicar para empoderar.

Obviamente o chororô dele contra o JornaLivre é ridículo. Vamos imaginar, então, como seria um diálogo de Dimenstein com o delegado para reclamar de nosso site:

Dimenstein: Seu delegado, quero prender o JornaLivre.

Delegado: Claro. Qual a acusação?

Dimenstein: Ele chamou o Armazém da Cidade de boteco.

Delegado: Qual o crime aí?

Dimenstein: É que não é um boteco. É um centro cultural.

Delegado: Mas ali não vende cerveja e petiscos?

Dimenstein: É que tem show e vendinhas, então não é só boteco.

Delegado: Mas a definição de boteco original não diz que só deve ter bebidas e petiscos para ser um boteco!

Dimenstein: Mas eu não gosto de que chame de boteco!

Delegado: Não há crime de chamar um boteco de boteco.

Dimenstein: Vamos criar o crime então. Eu não quero. Não quero e pronto!

Delegado: Vamos tentar arrumar outra coisa melhor que isso…

Dimenstein: Ele citou links de outros sites dizendo que as ruas foram fechadas para meu boteco, digo, centro cultural, e também citou sites mostrando que eu teria recebido dinheiro da Lei Rouanet.

Delegado: Qual o crime aí?

Dimenstein: Ele citou meu santo nome em vão!

Delegado: Mas os links continham informações falsas?

Dimenstein: Não, mas eu não quero que me citem se não for pra elogiar. Aí eu chamo de notícia falsa e tem que ser crime!

Delegado: Não dá para criar crimes assim, Seu Dimenstein…

Dimenstein: Temos que fazer isso! Na Venezuela já é assim que funciona. É uma democracia plena!

Delegado: Aqui não estamos na Venezuela, e o regime bolivariano saiu do poder…

Dimenstein: O que importa é o que eu quero. Quero prender o JornaLivre!

Delegado: Você não tem medo de que isso seja visto como falsa comunicação de crime e denunciação caluniosa?

Dimenstein: Eu quero! Eu quero! Eu quero!

Delegado: Bem, quando eu prestei concurso para delegado, sabia que teria que encarar isso… Ai, ai…

Uma pena que esse papo dele com o delegado não vai ser filmado. Certamente se tornaria um caso para estudo científico de algumas patologias, como a obsessão e psicose.

Em tempo: não existe investigação que vá à frente se não existe um crime. Pode até ser que ele tenha alegado que foi vítima de “notícias falsas”, mas basta a investigação prosseguir para todos notarem que não há nada de que Dimenstein possa reclamar.

Aliás, o risco maior reside sobre Dimenstein, que alegou que o JornaLivre era financiado com dinheiro do gabinete de Fernando Holiday. Isso sim é crime. Ao que parece, Dimenstein não entendeu a dimensão do jogo que ele quis levar à frente.

Veremos os próximos capítulos e vocês estarão informados. Nenhum ato de fascismo, típico da extrema-esquerda, vai nos calar.

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