Jornal omite, em manchete, que travesti foi assassinado por outros travestis para fomentar guerra de classes

O jornal Correio do Estado noticiou, no dia 22 deste mês, um violento homicídio ocorrido na cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul. A vítima do homicídio foi um travesti, cujo nome social era “Paola”, mas cujo nome em identidade era Marciano Ferreira dos Reis. A vítima tinha 40 anos e foi violentamente assassinada por meio de espancamento e facadas em um ponto de prostituição na cidade.

De forma no mínimo bizarra, o jornal omitiu na manchete, de forma intencional, qualquer informação sobre os agressores, dizendo apenas que um “grupo” agrediu e matou a vítima. Ao ver a manchete o leitor é induzido ao erro de pensar que poderia ser um caso de crime de homofobia, só que no corpo da matéria é colocada a informação de que, na realidade, os agressores eram outros travestis e que a briga foi motivada por causa do ponto de prostituição em que os mesmos trabalhavam.

Nas redes sociais muita gente comentou com estranhamento a manchete, uma vez que ela é claramente tendenciosa. Veja:

Manchete:

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Realidade:

654.png

Um jornalista de verdade que quisesse informar as pessoas teria feito uma manchete assim: “Disputa por ponto de prostituição de travestis acaba em homicídio”. O militante que finge ser jornalista, por sua vez, prefere omitir informações para encaixar os fatos dentro de suas narrativas mentirosas.

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2 comentários sobre “Jornal omite, em manchete, que travesti foi assassinado por outros travestis para fomentar guerra de classes

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