Com Cunha condenado, narrativa do golpe vai para o espaço; esquerda não está sabendo lidar…

 

A esquerda brasileira está confusa. Nesta quinta feira (30), o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A condenação, trivial para a maior parte dos brasileiros, jogou por terra as teorias conspiratórias dos socialistas brasileiros, que viam em Cunha o “articulador” de um suposto “golpe” contra Dilma Rousseff.

Análise Burra

Toda a estratégia de comunicação da extrema-esquerda brasileira durante o impeachment baseava-se na tese de que um golpe orquestrado pelas elites econômicas, agentes externos e Eduardo Cunha – deputado carioca rebelado contra o PT – acontecia em plena luz do dia, com o apoio de zumbis verde e amarelos batedores de panela. Não eram poucos os arautos desta tese. Dentre eles temos a ex-presidente Dilma Rousseff, o réu em cinco processos Lula e o exaltado pré-candidato Ciro Gomes.

Ancorados por essa análise distante da realidade, construíram o discurso do “golpe” de Cunha, que apearia a “presidenta honesta” do poder para utilizar-se de seu controle do legislativo e calar a operação Lava Jato. Obviamente, a narrativa contava com a prerrogativa de que os movimentos de rua – em especial o maior de todos, o MBL – iriam compactuar com a estratégia de Cunha e iniciar uma Pax Peemedebista pós-impeachment.

O que se viu, porém, foi um constante apoio à operação lava-jato e um recrudescimento das ações contra Eduardo Cunha, que foi afastado da presidência da Câmara, cassado e posteriormente preso. Não foi observado nenhum tipo de condolência ao ex-todo poderoso da Câmara; os defensores do impeachment defendiam que “a justiça estava sendo feita”.

Discurso do golpe desaparece ; esquerda sai das ruas

A condenação de hoje sepulta de vez a tese do golpe orquestrado por Cunha. É o ponto final de uma triste narrativa que ficou limitada ao mundo fictício dos militantes de esquerda e aos gritinhos histéricos de artistas à serviço do partido.

Um ponto curioso que corrobora essa derrocada é o comportamento político dos “camisas vermelhas”, sua militância de combate: CUT, MTST e MST só saíram às ruas uma vez em 2017 – muito pouco comparado com as ações frenéticas do ano anterior.

Pelo que este Jornalivre constatou, restou como tábua de salvação aos extremistas brasileiros a luta contra a Reforma da Previdência, tema polêmico que não encontra apoio na classe média. Os argumentos elencados pelas milícias e as corporações do alto-funcionalismo, como a Anfip, ganharam eco no debate político, conforme atestado nos recuos do governo Temer.

Ainda assim, é muito pouco para quem denunciava um “golpe de estado” na 7a economia global…

Nova tese deve sair do papel

A extrema-esquerda não gosta de perder o controle da narrativa política. Exposta e sob-pressão, deve reconstruir seu discurso em torno de uma suposta “perseguição a Lula”,que lidera as pesquisas presidenciais para 2018.

De acordo com Renan Santos, do MBL, “a construção desse discurso vai funcionar em duas frentes: em uma, Lula antecipará o debate eleitoral para se colocar, perante a opinião pública, como candidato eleitoralmente viável. Seu objetivo não é vencer as eleições, mas firmar  a historinha da perseguição. Na outra, atacarão a Lava-Jato como instrumento político que visa impedir a inevitável vitória de Lula. Esta é, hoje, a única mentira possível após tantas derrotas de narrativa”.

O Jornalivre cobrirá, em detalhes, toda a tentativa de manipulação da nossa esquerda.

 

 

 

 

 

 

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