Catraca Livre e Fernando Holiday rivalizam nas redes sociais: Entenda o porquê

Há semanas, as páginas pessoais do vereador Fernando Holiday e do jornalista Gilberto Dimenstein trocam farpas em redes sociais. O primeiro atrito entre os lados aconteceu, com maior contundência, após o acidente aéreo da Chapecoense. Durante a cobertura da tragédia, o Catraca Livre — a princípio um portal sobre agenda cultural — passou a noticiar matérias que destoava do respeito geral às vítimas, promovendo o sensacionalismo sobre o acidente, numa tentativa de aumentar os acessos via manchetes caça-cliques.

A página do Movimento Brasil Livre (MBL), por sua vez, movimento o qual Fernando Holiday coordena, passou a condenar e denunciar a postura antiética do Catraca Livre. A rivalidade teria começado durante as eleições municipais em São Paulo, com o Catraca Livre promovendo a gestão petista de Fernando Haddad, enquanto o MBL apoiou o hoje prefeito João Doria Jr (PSDB).

Após eleito vereador, em uma aparentemente retaliação, Fernando Holiday foi vítima de uma notícia negativa no Catraca Livre: poderia ser preso por campanha irregular. A informação, que era falsa, não foi retratada pelo portal. A partir daí a animosidade permaneceu até que no início do mês de março, já em posse do mandato parlamentar, o vereador Fernando Holiday usou sua página no Facebook para divulgar uma denúncia do JornaLivre que tinha por título: “Por dinheiro, dono do Catraca Livre ataca gestão Doria”. Na reportagem, o blog apontou evidências de que Gilberto Dimenstein teria conquistado privilégios — como o fechamento exclusivo da rua — para seus estabelecimentos comerciais. O ataque gerou uma verdadeira ofensiva do jornalista que, a partir de sua página pessoal e se utilizando do Catraca Livre, passou a veicular cotidianamente notícias negativas de Holiday e o MBL. Ontem (27), o próprio ex-prefeito Fernando Haddad admitiu privilégios para os estabelecimentos do Catraca Livre durante sua gestão.

De acordo com publicações nas redes sociais e abaixo-assinado dos moradores da Vila Madalena, a escolha da rua atropelou a vontade majoritária dos moradores sob o comando da subprefeitura regional de Fernando Haddad. As atividades culturais — minoritária segundo eles — seria um verniz para a exploração comercial e os abusos na região.

Nos últimos dias, mostrando enorme influência na mídia, Dimenstein conseguiu cavar matérias favoráveis na TV e jornal. O SPTV cobriu alguns minutos de uma apresentação do maestro João Carlos Martins em um dos estabelecimentos e o Estadão taxou o local de “polo cultural e turístico”. Em sua página, Dimenstein ignora a reclamação da maioria dos moradores da região, onde mais de 300 assinaram uma solicitação para que a subprefeitura alterasse o local do evento, e reafirma que o projeto cultural realiza um grande trabalho social, ainda que aconteça em local inadequado escolhido sob imposição da prefeitura petista de Haddad e incomode aos moradores, ao invés de agradá-los.

O embate entre um vereador denunciante de uma irregularidade grave no município e um influente e premiado jornalista está longe de terminar pelo que se vê nas redes sociais. Os próximos capítulos podem acontecer a qualquer momento.

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