Andreazza: “A quem interessou o 26 de março?”

O jornalista Carlos Andreazza havia escrito no dia 21  de fevereiro uma coluna intitulada “A quem interessa o 26 de março?”, que olhava para as manifestações que ainda viriam a acontecer. Hoje, passadas as manifestações, Andreazza relembra na rede Jovem Pan alguns trechos do seu artigo para a reflexão do ouvinte.

“Neste país, os poucos eventos que se assemelharam a uma ruptura política, mesmo aquele decorrente do golpe republicano de 1889, nunca desaguaram em nova ordem, mas em baías de recomposição do sistema, de reacomodação da elite, de sobrevivência de coronéis como Lula. Se a Lava-Jato encarna algo novo e relevante, e não tenho dúvida de que encarne, dúvida tampouco tenho de que as forças políticas hegemônicas — as que governam também a cultura e a informação — paralelamente já costuram a rede em cujas tramas permanecerão; teia para a qual não serão poucos os fios cedidos por manifestações prolixas como a convocada para 26 de março (…)”

“Engana-se (ou quer enganar) quem diz que o PMDB, sócio menor neste arranjo, seja o controlador do tear. É o PT – entranhado na máquina do Estado, senhor de universidades e redações – a força política e culturalmente dominadora, aquela que opera por permanecer e cujo regresso à Presidência as sempre boas intenções dos protestos difusos podem acelerar.” Conclui.

Confira:

Anúncios

2 comentários sobre “Andreazza: “A quem interessou o 26 de março?”

  1. Concordo plenamente com o Carlos Andreazza, pois temos que parar de nos iludir já não tenho mais confiança em nada por mais boa vontade de alguns ex. Moro. Deveríamos fazer como a ex-primeira ministra Tatcher que fechou todos sindicatos, pois é por aí que este bando de arruaceiros e desocupados estão pendurados. E vamos ter que aguardar as próximas eleições para que estes pobres eleitores que foram iludidos por estes mercenários de um sistema corrupto socialista possam enxergar a verdade que está a sua porta.

Deixe uma resposta