CUT saiu às ruas pois quer que políticos e juízes mantenham super aposentadorias. Entenda a lógica da esquerda.

por Bruno Santos

O bom senso manda que, toda vez que Lula, CUT e Guilherme Boulos apoiem algo, o cidadão de bem fique alerta: provavelmente será roubado implacavelmente.

Não é diferente no caso da Reforma da Previdência. O tema é objeto de preocupação desde os anos 80, quando fora alertado pelo administrador e jornalista Stephen Kanitz. O estudioso afirmava que caso nosso sistema não fosse reformado, iria colapsar e levar o país à bancarrota.

Segundo Kanitz, nossa previdência, além de suscetível a fraudes, inclui diversos privilégios para setores altamente privilegiados, como políticos, magistrados, promotores e funcionários públicos de elite. A conta de suas super aposentadorias deveria ser paga pelos cidadãos mais pobres, que não compreendem o complexo sistema de transferência de sua renda para o bolso dos mais ricos.

Esquerda quer manter privilégios

O que vimos, porém, é que toda tentativa de Reforma esbarrava na tropa de choque das lideranças partidárias da esquerda brasileira: seus sindicatos pelegos.

Desde os anos 90 diversas tentativas de reforma foram esmagadas pelos Camisas Vermelhas de Lula, que tomavam as ruas exigindo que o sistema permanecesse igual.

Com a popularidade em alta, o presidente petista e sua sucessora evitaram abordar o problema, imaginando que suas medidas populistas pudessem durar para sempre. Terminariam por jogar o tema para debaixo do tapete até que viesse a estourar nas gestões seguintes.

Além do casuísmo eleitoral, uma das razões para tal comportamento é que nossa esquerda bolivariana acredita, de fato, que a elite política e seus aliados deva contar com certos privilégios que o restante da população não dispõe. Os exemplos de seus aliados são muitos.

Na China comunista, membros do partido desfrutam de regalias absurdas, como o acesso a ar purificado (não é piada!) num país tomado pela poluição. Na combalida Venezuela, é fato notório que a família do caudilho Hugo Chávez tornou-se uma das mais ricas do país. Em Cuba, o acesso à hospitais minimamente decentes fica restrito a oficiais do partido de Fidel.

No Brasil, a teia de privilégios para a elite política e judicial é construída através de uma série de aparatos previdenciários e jurídicos, que lhes garantem proteção, estabilidade e grandes rendimentos às custas da população.

Esta teia, somada ao fundo partidário e o imposto sindical, transforma-se num eficaz sistema de financiamento e manutenção do aparato político da esquerda brasileira, que instrumentaliza esse sofisticado aparato em alavanca para seu crescimento político.

É por isso que sindicatos como a CUT se engajam tanto na luta contra as reformas; é questão de sobrevivência pois a exploração dos mais pobres é o único modelo político que dispõe.

Emendas à reforma

O PDT de Ciro Gomes, aliado de Lula,  já coletou assinaturas para uma emenda que retira os políticos da reforma da previdência. Se aprovada, permitirá que os privilégios da classe política permaneçam inalterados.

As corporações e sindicatos de magistrados também fizeram o mesmo, e apresentaram emendas visando a manutenção de suas regalias.

Até o momento, a única emenda apresentada que exclui todo e qualquer privilégio e promove uma mudança completa no sistema previdenciário é a da FIPE/MBL. Seu conteúdo pode ser acessado no site previdencialivre.com.br.

 

 

3 comentários sobre “CUT saiu às ruas pois quer que políticos e juízes mantenham super aposentadorias. Entenda a lógica da esquerda.

  1. DEFENDEM A ELITE E ACHAM QUE TODO(A) BRASILEIRO(A) É TROUXA. QUEM BANCA ESTE SITE É A ELITE EGOCÊNTRICA, HERDEIRA DA CASA GRANDE QUE NÃO PENSA NOS MENOS FAVORECIDOS E TEM ÓDIO DAS CONQUISTAS SOCIAIS DOS ÚLTIMOS 13 ANOS. KIM PARASITA. NÃO FAZ NADA NA VIDA E VIVE ÀS CUSTAS DOS IDIOTAS.

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