Fake News: Catraca Livre usa notícia falsa para acusar JornaLivre daquilo que ele faz

O site de extrema-esquerda Catraca Livre recorreu hoje a uma notícia falsa. Na página do site está sendo divulgado um post que está na página de Gilberto Dimenstein, dono do Catraca Livre.

Veja a íntegra da mensagem:

Uma aula para os estudantes de jornalismo sobre novas mídias e os processos de linchamento. O líder do MBL, vereador Fernando Holiday, fez acusações graves contra mim em suas redes sociais. Confrontado, disse que não foi que escreveu, mas se baseou no “Jornal Livre”. Com isso, teoricamente poderia fugir da responsabilidade. Eis aqui a revelação: um estudo feito pelo estudo lista o Jornal Livre como um dos 10 sites brasileiros que mais divulgam notícias falsas. Veja aqui —http://bit.ly/2mAGP2K

Veja, agora, casos futuros colegas, como se desmonta uma farsa. Eu conversei com o vereador que, mesmo sem saber nada, manteve suas acusações baseada no tal site. Olhem o resultado da conversa.

Perguntei-lhe se ele conhecia esse tal “boteco” – afirmou que não. Através de sua assessoria, já o tinha convidado a conhecer o espaço que cedo para o projeto “Parque da Vila”. E que só abre nas tardes dos finais de semana: no resto da semana, fica vazio. E eu não quis alugá-lo justamente para apoiar esse projeto. Sugeri ao vereador que consultasse qualquer imobiliária e constatasse quando eu ganharia se alugasse aquele galpão.

Perguntei se ele sabia que a rua é fechada por decisão da prefeitura, por votação da comunidade, depois de exigência do Ministério Público, para o projeto Ruas Abertas. Não sabia. Perguntei se ele sabia que, na rua, havia esporte e brincadeiras para crianças, além de assistência médica. Não sabia. Muito menos sabia que o projeto é gerido por um conselho da rua eleito pela comunidade – a maioria são moradores ou trabalham na própria rua.

No texto que ele diz que não é dele, sou acusado de atacar Dória para evitar o fim do projeto “Parque da Vila”. Mal sabe o vereador que o próprio prefeito, antes mesmo de ser eleito, conheceu a experiência e disse que iria disseminá-la por toda a cidade. “É um exemplo de inclusão cultural”, disse Dória. Se duvidar, ligue ele próprio para o prefeito e pergunte.

Ele chega a insinuar em seu texto que as críticas da Folha de S. Paulo a João Dória são por minha influência. Não trabalho lá há muito tempo.

A lição: criam-se sites anônimos e, a partir delas, se montam as farsas.

Eis a imagem:

Porém, a notícia de Dimenstein é completamente falsa, pois seu próprio propagador, Fabiano Angélico, pediu desculpas em público por ter feito isso. Leia partes do texto “O que aprendi sobre notícias falsas ajudando a disseminar uma”, de Fabiano Angélico:

Mas vamos ao meu papel de involuntário disseminador de notícia errada: o texto do post na página da AEPPSP me levou a entender que o estudo tinha sido feito por um projeto chamado “Monitor do Debate Político”. Tive o cuidado de entrar na página desse projeto (o texto do post original linkava para lá), que eu não conhecia. Logo de cara, vi que se trata de um projeto do GPoPAI — Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação. O GPoPAI, grupo multidisciplinar da USP Leste, eu conheço, é claro (afinal, trabalho com acesso a informações…). Entendendo que o autor do estudo era o GPoPAI, eu logo escrevi, num post próprio na minha página do Facebook, que um projeto da USP havia feito um estudo sobre os sites de notícias falsas e os tinha listado… Mas… não era bem isso. O GPoPAI não tinha feito nenhum estudo. O autor do estudo foi o pessoal da AEPPSP mesmo. Eles usaram, como base para a avaliação deles,uma lista de fontes utilizadas pelo “Monitor”. Isso não tinha ficado claro no post original deles — ao menos para mim. ERRO MEU. Eu não chequei, no site do GPoPAI, para ver se o estudo estava lá. Não satisfeito por usar meu próprio perfil, eu ainda mandei o link para a lista da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), organização da qual sou sócio há anos.

Veja também o site Boatos.Org desmascarando a mentira sobre o tal “estudo da USP”.

Sendo assim, o JornaLivre desafia Gilberto Dimenstein: qual “estudo da USP” existe comprovando que o JornaLivre produz notícias falsas?

Seja lá como for, a partir de agora daremos mais espaço para o Catraca Livre aqui no JornaLivre, sempre divulgando quais notícias publicadas por eles são falsas. Essa já foi uma.

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5 comentários sobre “Fake News: Catraca Livre usa notícia falsa para acusar JornaLivre daquilo que ele faz

  1. O pessoal da extrema esquerda, sempre irá jogar sujo. Parabéns ao Jornal Livre em desmascarar essas, verdadeiras, organizações criminosas.

  2. Catraca Livre e JornaLivre são duas faces da mesma moeda, ou melhor, duas bostas na mesma privada. Site que pode se dizer confiáveis são Folha de São Paulo, Estadão, Jornal do Brasil, o Globo, etc. Estão longe de serem sites imparciais (afinal jornalismo imparcial não existe), mas pelo menos são sites que podem se responsabilizar caso inventem noticias. Qualquer noticia que saia nessa “midia alternativa” (seja de esquerda ou direita) pra mim é descartável e sem qualquer credibilidade.

  3. kkkkkkk Minha gente, contando mesmo com a burrice de seus seguidores? A metodologia desenvolvida pelo estudo da USP foi utilizada para produzir a lista. Ponto. O que vocês deveriam fazer era DEMONSTRAR QUE NÃO COMPARTILHAM NOTÍCIAS FALSAS, REVELANDO SUAS FONTES DE PESQUISA, SUAS BASES E A AUTORIA DOS POSTS. Isso vocês não fazem! E o Holiday? Criando caso sobre coisas que nem conhece??? Dizem nada não?? Pensam que não é manjada essa taticazinha de vocês de “descontrução” do adversário e depois ameaça velada (“a partir de agora daremos mais espaço para o Catraca Livre” buuuu! ai, que meda!)? Vocês desceram ao pior nível da canalhice! Esse panfletinho do MBL é ridículo, tão ridículo que ninguém assina!

  4. A grande prova de que o Jornalivre é um grande veículo de fake news é sua anonimidade. Não existe um nome de nenhum responsavel pelo site. A pagina de contatos só diz “em breve” e nenhuma matéria nunca é assinada.
    Prove voce sua credibilidade Jornalive e mostre, além de suas fontes, sua cara. Jornalismo sem rosto é ruído, pois ate fofoqueiro mostra cara

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