Tribunal nega liberdade para PMs amotinados em ES

Dois pedidos de liberdade para o tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, feitos ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo, foram negados na segunda-feira (27) pelo desembargador Willian Silva.

Foresti foi preso no sábado (25). Ele é um dos quatro PMs que tiveram a prisão decretada pela Justiça por suspeita de iniciar o movimento nos quartéis do Espírito Santo. A advogada Karina Nunes, que representa o Coronel Foresti, disse que a defesa não teve acesso ao inquérito policial militar e que o detido não tem conhecimento do que está sendo acusado.

A advogada explicou que a defesa está desde sábado em busca de ter acesso ao inquérito. Segundo ela, as prisões caracterizam um  grave cerceamento da defesa, o que ela considera inconstitucional.

O ex-deputado federal e militar da reserva, Lucinio Castelo de Assumção, mais conhecido como Capitão Assumção; e o sargento Aurélio Robson Fonseca da Silva, mais conhecido como Sargento Robson também foram presos. Já o soldado Maxsom Luiz da Conceição está foragido.

O primeiro pedido de habeas corpus do tenente-coronel Foresti, apresentado pela advogada Patrícia Maria Rocha Teixeira Dias, foi na madrugada do dia 27. Ela argumentou que o militar estava com a saúde debilitada e que não teve acesso ao processo e aos motivos de sua acusação.

O desembargador Willian negou o pedido com o argumento de que não foi “capaz de vislumbrar a verossimilhança das alegações trazidas” pela advogada.

A informação é do G1.

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