Para Relaxar: Nos EUA, lojas de armas viram pontos de encontro

Como já é sabido, o uso maciço de armas de fogo nos EUA faz com que índice de homicídios naquele país seja quase cinco vezes menor do que no Brasil, e este é um direito do qual os americanos não abrem mão.

Ryan, Bob e Marchello não precisam mais marcar — diariamente, o ponto de encontro é em um dos melhores cafés de Oakmont, na Grande Pittsburgh, para colocar o papo em dia. O estabelecimento mais se assemelha a um clube, a uma versão do café da série “Friends”: é onde as pessoas vão assistir ao jogo do Steelers, time de futebol americano da cidade, acompanhar as notícias pela TV e debater o inverno louco deste ano, com temperaturas quentes que mais parecem as da primavera desta montanhosa região da Pensilvânia.

Quem é de charuto aproveita para desfrutar ali mesmo dos selecionados puritos vendidos na tabacaria do local. Tudo isso em um ambiente com rifles, pistolas e revólveres. Sim, ali também é uma loja de armas. Assim inicia a matéria especial do jornalista Henrique Gomes Batistas para o jornal O Globo.

O Smoke N’Guns foi criado há 11 anos por Gregory Ionadi e atende ao mesmo tempo a três paixões da região: charutos, armas e cafés. Referência para as três tribos, o ambiente estimula a amizade com uma ampla mesa compartilhada por vários clientes, confortáveis sofás de couro e uma seleção dos cafés de todo o mundo — semana passada estavam provando dos novos grãos vindos da Tanzânia.

Ao contrário do Brasil, um país assolado por golpes sucessivos desde 1889 e acostumado com uma cultura autoritária, os Estados Unidos vivem desde 1789 em uma democracia plena, em que a liberdade é um valor supremo. E como não são ingênuos, os americanos sabem que a verdadeira liberdade não é favor de governos e nem se conquista cantando Imagine: também necessita das armas nas mãos de cada cidadão para que seja mantida.

Sendo assim, não surpreende que o conceito do Somke N’Guns esteja se disseminando pelo país. “Hoje nosso público é muito mais diverso. Temos famílias, metade dos nossos clientes são mulheres”, conta em entrevista ao repórter de O Globo, Amy Nicklaus, diretora de marketing da RTSP, outra loja de armas com conceito semelhante ao da Somke N’Guns. “Vemos que a tendência é as lojas de armas incluírem serviços e facilidades. As pessoas querem um ambiente mais amigável. Aqui elas aprendem que não precisam temer as armas, pelo contrário, as armas as deixam mais seguras”, conclui.

Além do conceito da liberdade, o uso maciço de armas disseminado na sociedade americana também faz com que seus índices de criminalidade sejam exponencialmente menores que os do Brasil. Enquanto no Brasil o índice de homicídios por 100 mil pessoas é de 28.9, nos Estados Unidos este número despenca para 4.2.

A matéria é do site Sul Connection.

Anúncios

Deixe uma resposta