Desvios de bolsas na UFPR passam de R$ 7,5 milhões. PF diz que valores iam para contas de cabeleireiros a taxistas.

Conforme o site Banda B, a Polícia Federal afirmou que o prejuízo no desvios em pagamentos a título de Auxílio a Pesquisadores, Bolsas de Estudo no País e Bolsas de Estudos no Exterior da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ultrapassa R$ 7,5 milhões. As investigações apontaram que as contas destinatárias, onde os valores das bolsas eram depositados, iam de cabeleireiros a taxistas, sem qualquer vínculo com a instituição. Essas pessoas prestam depoimento na tarde de hoje à PF. No total, 29 mandados de prisões temporárias foram expedidos nesta quarta-feira, 15 pela Justiça Federal do Paraná.

O esquema das irregularidades iniciava por meio de uma servidora, que cumpria o cargo de chefia na seção de Orçamento e Controle da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, disse o delegado Felipe Eduardo Hideo Hayashi. “Ela fazia processos simples e banais de pagamento e colhia assinaturas de pró-reitores, encaminhava a uma segunda instância, onde tinham novas assinaturas da Planejamento, Orçamento e Finanças, e depois eram enviadas à divisão de contabilidade e efetivados os pagamentos dos 27 beneficiários”.

O delegado da PF lembrou que os 27 beneficiários, que recebiam os valores das bolsas de estudos, não tinham vínculo com a UFPR. “Não são professores, não são alunos, não são servidores, não prestaram qualquer serviço com a universidade. Eram cabeleireiros, motoristas, taxistas, inclusive, alguns tinham vínculos em cadastros em programas sociais”, concluiu. Essas pessoas beneficiárias já foram identificadas e serão ouvidas pela Polícia Federal. Há hipótese que, entre os beneficiários, estejam alguns intitulados como ‘laranjas’, alguém que “empresta” o nome para ocultar a origem ou o destinatário de dinheiro ilícito.

Entre os presos estão Tânia Maria Catapan, que é secretaria executiva da pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação da UFPR, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça – chefe do setor de orçamento e finanças do mesmo setor. As prisões têm prazo de cinco dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período ou convertidas para preventivas, que é quando os presos ficam detidos por tempo indeterminado.

Para o delegado Hayashi, a operação Research surpreendeu a polícia, justamente em época de poucos investimentos na área de pesquisas nas universidades. “É um caso de fraude grosseira, que surpreendeu a todos nós, Polícia Federal e Controladoria Geral da União, porque é algo que poderia ter sido evitado. Esse prejuízo milionário de R$ 7,5 milhões, caso houvesse controle interno mínimo, poderia ter sido evitado”, finalizou.

Segundo a UFPR, uma sindicância foi aberta assim a direção tomou conhecimento das suspeitas de repasse irregular de recursos mediante pagamentos sistemáticos, fraudulentos e milionários de bolsas a inúmeras pessoas sem vínculos com a instituição no período entre 2013 e 2016.

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2 comentários sobre “Desvios de bolsas na UFPR passam de R$ 7,5 milhões. PF diz que valores iam para contas de cabeleireiros a taxistas.

  1. Não há o que se lamentar, policia federal, lava jato pra cima destes corruptos, o Brasil já é outro, este quer respirar, quer ser pro ativo, participar ativamente das decisões do país

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