Gravíssimo: Engenheiro diz que procurou Lula para alertá-lo sobre esquema de propinas na Petrobrás, mas foi ignorado

O engenheiro Geraldo Aurélio Feitosa, dono da empresa Cogefe Engenharia, alegou que sua companhia foi vítima do esquema de corrupção na Petrobrás e que chegou a buscar ajuda do ex-presidente Lula para resolver o calote que tomou da estatal, por não ter pago propina, mas foi ignorado.

“Pediam para ir no Lula, como eu fui, através de um amigo aqui de Belo Horizonte, o Frei Betto, me levou lá estive pessoalmente e disseram ‘não, vamos resolver’, ‘vamos resolver’. Aquele Paulo Okamotto disse que ia resolver, indicaram um diretor jurídico lá, e ficou do mesmo tempo”, disse Feitosa.

A Cogefe havia trabalhado para a Petrobrás na obra do Centro de Pesquisas, na Ilha do Governador, mas não recebeu pagamento pelas medições e nem pelo projeto.

Depois de passar mais de um ano sem receber os recursos, Geraldo aceitou a sugestão do ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco e do ex-diretor de Serviços Renato Duque (atualmente condenados na Lava Jato) e fez um contrato passando a responsabilidade da obra para a empreiteira Andrade Gutierrez, empreiteira que participava do cartel que fraudava licitações na estatal. Mesmo assim, a empresa de Feitosa não recebeu o pagamento que faltava.
“Se tivéssemos entrado nesse esquema poderíamos estar lá em Curitiba, como inúmeros, todos esses que estão lá eu via, via trânsito na Petrobrás porque eu ia todos os meses e por incrível que pareça era recebido todos os meses e nada se resolvia”, disse.
O depoimento foi tomado no dia 9 de dezembro de 2016 e encaminhado em vídeo pela Procuradoria da República em Minas para o juiz Sérgio Moro no dia 1.º de fevereiro.
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