Absurdo! Eduardo Bolsonaro relaciona MBL a PCC. Entenda:

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC), dias depois de ter se esquecido e faltado a sessão que reelegeu o presidente do Câmara Federal, deixando de votar em seu pai, Jair Messias Bolsonaro (PSC), em episódio que bombou nas redes sociais (veja aqui); teve mais um inexplicável surto de irresponsabilidade ao relacionar o Movimento Brasil Livre (MBL) com a facção criminosa PCC. O que estaria acontecendo com o rapaz?

Em retaliação a críticas que Fernando Holiday e Kim Kataguiri, coordenadores nacionais do movimento, supostamente teriam feito aos Bolsonaros, Eduardo achou justo associar o MBL, movimento liberal formado por jovens em todos os cantos do país, a um grupo criminoso que vem aterrorizando os presídios brasileiros. A ligação seria um “voto” que Holiday, enquanto vereador da cidade de São Paulo, teria dado a Senival Moura (PT), que há alguns anos foi acusado de ligação com o grupo criminoso.

O “voto”, conforme explicou Fernando Holiday, não foi de livre escolha e obedecia ao regimento interno da Câmara, que prevê proporcionalidade de representatividade na presidência das comissões, de acordo com a bancada dos partidos. O vereador gravou um vídeo comentando a agressão:

A lei interna, porém, que rege a todos os parlamentos brasileiros, inclusive o que Eduardo Bolsonaro legisla, é semelhante em todos eles e não era de desconhecimento do deputado. Neste contexto, ao longo de mais de 20 anos na Câmara Federal, não foram poucas as vezes que Jair Bolsonaro apoiou políticos de esquerda para diversos cargos e nomeações, conforme as circunstâncias políticas se apresentaram. Veja aqui.

Tendo como base uma tendenciosa matéria do Estadão assinada por Bruno Ribeiro e Fabio Leite, dois jornalistas conhecidos por escrever matérias com viés ultraesquerdista; Eduardo Bolsonaro não viu nenhum problema em utilizá-la para atacar um antigo aliado na vitoriosa luta pelo impeachment. Embora haja divergência entre os ideias nacionalistas da família Bolsonaro e os liberais do movimento, a relação soou absurda e desajustada à ética conservadora e gerou diversos comentários negativos de seus seguidores. Alguns deles chegaram a lembrar do episódio em que Eduardo comprovadamente mentiu acerca do episódio da “cusparada” com o seu par, Jean Wyllys (PSOL). Veja aqui.

Em diversas críticas que sofreu nos comentários, as mais contundentes o acusaram de oportunismo político, afirmando que teria deixado a ética de lado para fazer uma ilação “covarde”. Para muitos de seus seguidores, o ataque “desesperado” de Eduardo aos meninos do MBL tem a ver com suas pretensões eleitorais: teria ele medo que Fernando Holiday ou Kim Kataguiri — que ele fez questão de pôr na imagem — concorra com ele pelo mesmo cargo em 2018, o que foi condenado em comentários no Facebook de pessoas que afirmavam admirar o trabalho de ambos os grupos, torcendo para todos tivessem seu espaço. Segundo fontes próximas, a popularidade dos cortes de gastos realizados por Fernando Holiday na Câmara Municipal o teriam assustado, afinal Jair Bolsonaro jamais manifestou qualquer oposição aos privilégios e mordomias da classe política durante décadas na vida pública. Eduardo, por sua vez, é, de acordo com dados abertos de transparência do Congresso Nacional, um dos deputados mais caros da atual legislatura, gastando durante o ano passado sempre próximo ao teto do que é permitido na verba de gabinete para os congressistas. Veja:

despesas-bolsonaro

Além de Eduardo Bolsonaro, o MBL coleciona outros detratores que tentam, sem sucesso, ligar o grupo a atividades ilegais. Em episódio no mesmo dia, quando a vereadora Juliana Cardoso (PT) acusou o movimento de agredir petistas — ao inverso do que mostrou as imagens divulgadas — o senador Lidbergh Farias, presente no ato, chamou em sua página os ativistas do MBL de “gangue”. Maria do Rosário e Gleise Hoffman, durante as desocupações das escolas, taxaram o grupo como “milicianos” e “grupo paramilitar”. Destes nomes, apenas o de Bolsonaro não é ligado à esquerda, o que torna ainda mais grave sua abordagem acerca do caso.

 

Anúncios

9 comentários sobre “Absurdo! Eduardo Bolsonaro relaciona MBL a PCC. Entenda:

  1. Eu sei que vocês do site são a favor do MBL, mas o Holiday deu uma bola fora, o voto dele não era determinante nesta votação, bastava ele não votar e não seguir a recomendação do DEM, por fim ele é mais do mesmo. O que é uma pena. 🙁

Deixe uma resposta