O segredo do Corujão da Saúde em SP: atender em 1/3 do tempo 2/3 das pessoas

Corujão da Saúde, promessa de campanha do prefeito João Doria, completa um mês de atendimento em São Paulo e atinge 29% da demanda de pacientes em filas de exames.

No total já foram realizados, nestes 30 dias, 141 mil exames, sendo que a meta para zerar o déficit de procedimentos da rede pública é de 485 mil exames em três meses. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde estão agendados outros 270 mil exames até abril.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário estadual de Saúde, Wilson Pollara, exaltou o programa. “Estamos com um terço do tempo e já atendemos dois terços das pessoas”, disse.

Além do HCor, outros três hospitais da rede privada atendem ao Corujão: Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz. O objetivo é acabar com as filas de exames na rede municipal de saúde.

Pollara confirmou ainda a falta de medicamentos na rede municipal e atribuiu isso ao processo de licitações, que demora de 90 a 120 dias para ser aprovado.

“Para comprar remédio, tenho que fazer a compra do menor valor possível. Tenho que ter estoque de 90 a 120 dias, enquanto há a análise de licitação (…)Falta remédio, mas a culpa não é nossa. Não falta dinheiro, não falta fábrica, não falta indústria. Primeiro problema é a compra. Segundo é que nos exigem logística paralela em farmácias. Eu tenho dificuldade de comprar e dificuldade de criar logística que possa superar a logística de farmácias”, explicou o secretário.

A matéria é da Jovem Pan.

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