Recomendação da ONU sobre o fim da Polícia Militar resultaria em caos similar ao que ocorre no Espírito Santo, afirmam especialistas

por Baltazar Soares

Pessoas que realmente entendem de Segurança Pública, como é o caso do especialista Benedito Barbosa, do Movimento Viva Brasil, discordam veementemente da recomendação da ONU sobre o fim da Polícia Militar, a chamada “desmilitarização” da polícia.

Como funcionaria?

Ao ser “desmilitarizada”, a polícia passaria a ser uma instituição civil e não teria mais vínculo com o exército, como hoje. As polícias civil e federal já funcionam assim, mas há um porém: elas não são forças de segurança ostensiva. O papel das polícias civil e federal é investigar crimes, apurar evidências e efetivamente prender criminosos. Quem faz patrulhas, atende ocorrências e vigia a cidade, por certo, é a Polícia Militar.

Em alguns países a polícia não militarizada até funciona, mas aqui é preciso levar em conta a realidade cultural brasileira. O crime organizado em países como EUA ou no continente europeu funciona de forma diferente, sem mencionar que a violência urbana é em geral muito menor em qualquer país de primeiro mundo do que é no Brasil.

A cidade mais violenta dos Estados Unidos não chega aos pés dos índices apresentados em capitais como Porto Alegre ou Rio de Janeiro, e isso não é questão recente. Culturalmente estes lugares sempre tiveram menor criminalidade, e em especial nos EUA o motivo é simples: na maior parte dos estados americanos o porte de armas é permitido, e em muitos quase não há restrições.

A atual situação enfrentada pelo Espírito Santo, com a greve da Polícia Militar, levantou novamente essa questão. Será que a desmilitarização da polícia realmente funcionaria dentro da realidade brasileira? É muito provável que não.

Nas regiões metropolitanas, o crime é tão ostensivo. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, etc., enfrentam um problema endêmico de violência urbana há décadas. Agora percebe-se que o mesmo acontece em Vitória, ES. Um policial sem treinamento militar poderia realmente lidar com tal situação? É possível combater tamanha criminalidade sem o uso da força e sem táticas de guerra, considerando que o estado de muitas destas capitais é um estado de guerra?

Dificilmente.

Há, ainda, um outro ponto a ser observado. Quem são as pessoas por trás dessa proposta?

Em geral, a extrema-esquerda levanta essa bandeira há anos, alegando com isso que irá reduzir a “violência policial”. Porém, os movimentos de extrema-esquerda têm muito a ganhar com isso, porque uma vez que a polícia não esteja preparada para lidar com situações de guerra, ficará mais fácil para estes movimentos praticarem a baderna costumeira em seus protestos e até mesmo abre brechas para uma tentativa de revolução.

A reclamação dos esquerdistas é comum, mas eles agem em causa própria.

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3 comentários sobre “Recomendação da ONU sobre o fim da Polícia Militar resultaria em caos similar ao que ocorre no Espírito Santo, afirmam especialistas

  1. Quando criança eu aprendia a respeitar e admirar o trabalho policial, aprendi isso na escola e com meus pais, isso é um valor que carrego comigo e ver a ONU recomendar o fim das policias militares é uma inversão dos valores na minha
    opinião.
    Entendo que os policiais tem um trabalho difícil, estressante e as vezes algum policial comete um erro, pois eles, também são humanos. Vejo que eles são a primeira linha de defesa da população, são os que tem o trabalho de proteger de imediato o civil. Os policiais fazem um trabalho nobre e incrível, mas as mídias e mostram somente coisas ruins, dá mais audiência e com isso a sociedade fica sendo enganada.
    Aprender valores errados é mais fácil, mais prático e mais comodo, do que aprender a fazer e acreditar nos valores corretos, a esquerda usa as facilidades dos valores errados para engar e ludibriar e massacrar a população de bem.
    As pessoas de bem tem que ter atenção, para o que jornalistas e especialistas dizem, quem são eles, no que esses profissionais acreditam, o que eles ganham levando essas informações.
    Eu, nunca pensei, que o Brasil iria passar por essa situação que ocorreu no Espirito Santo, pois só porque ocorreu naquele estado, na capital é que não sofremos também e não nos importamos. Somos um país, somos uma nação, brasileiro é um povo solidário, o mal que ocorreu no ES pode ocorrer no país inteiro, se não acordarmos.

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