Fascismo Cultural: esquerdistas querem banir marchinhas de Carnaval por serem “ofensivas às minorias”

por Baltazar Soares

Houve um tempo em que movimentos sociais lutaram por causas legítimas. Eles queriam o fim da discriminação racial, o direito universal e democrático ao voto, queriam que mulheres fossem legalmente tratadas como os homens e vice-versa e queriam o fim da discriminação às pessoas deficientes, aos homossexuais, etc.

Com o passar do tempo, esses movimentos foram totalmente tomados por pilantras, por sujeitos ligados a partidos políticos com ideologias e planos de poder nefastos. Foi a partir disso que tudo começou a desandar. Hoje, em vez de se preocuparem com casos reais de racismo, de homofobia ou de misoginia, estes movimentos lutam contra coisas totalmente inofensivas como marchinhas de Carnaval.

Agora, blocos de rua do Carnaval carioca, obviamente ligados a estes movimentos, querem “banir” músicas consideradas “ofensivas” às minorias. Canções tradicionais como “Cabeleira do Zezé”, “Maria Sapatão”, “Índio quer apito” e “O teu cabelo não nega” entraram na mira dos fascistas que querem controlar todas as esferas da vida alheia.

Integrantes de grupos como Mulheres Rodadas, que surgiu do movimento feminista, Cordão do Boitatá e Charanga do França defendem que as letras sejam banidas dos desfiles.

“Se a gente é um bloco feminista, não temos como passar ao largo dessas coisas. Se isso está sendo considerado ofensivo, acho que a gente não deve fazer coro”, disse Renata Rodrigues, uma das organizadoras do Mulheres Rodadas, em entrevista à rádio CBN.

Ainda de acordo com Renata, a líder do grupo fascista, a discussão em torno da palavra mulata poderá tirar do repertório até mesmo um clássico da MPB, e quem vai pagar o pato é o ultra esquerdista Caetano Veloso, mostrando que o feitiço se volta contra os feiticeiros frequentemente.

“A gente tocava “Tropicália”, do Caetano Veloso. Agora, com toda a onda desse questionamento, principalmente, em função da palavra mulata, a gente está discutindo e vamos decidir se continuaremos tocando essa música ou não”, disse a garota.

Presidente do Cordão da Bola Preta, um dos mais tradicionais blocos da cidade, Pedro Ernesto Marinho discorda da proibição. Para ele, as marchinhas não foram escritas para desrespeitar as pessoas. Ou seja, é uma pessoa honesta e sensata:

“Não consideramos essas marchinhas ofensivas. Quem as compôs, certamente, não tinha essa intenção. Carnaval é uma grande brincadeira. Essa polêmica não vai levar ninguém a lugar algum e até desmerece o carnaval. O preconceito está mais dentro das nossas cabeças do que nas marchinhas”, afirmou.

Mesma opinião é compartilhada pela presidente da Sebastiana, associação que representa 11 blocos cariocas, e pelo presidente da Folia Carioca, que reúne 22 grupos.

“Nenhum bloco da Sebastiana está tirando marchinha do repertório. Os blocos acham que as marchinhas são antigas, tradicionais e tinham um contexto, sem ter preconceito. Foram criadas numa determinada época. A vida fica muito sem graça se tudo tiver que ser enquadrado, perdendo a leveza e a brincadeira, que são a essência do carnaval”, opina Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.

A resposta mais sensata veio de Roberto Vellozo, presidente da Folia Carioca. Ele disse que os blocos estão mais preocupados em pagar as contas do que com essa discussão: “Vamos continuar tocando as marchinhas. Essa discussão não agrega nada.”

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4 comentários sobre “Fascismo Cultural: esquerdistas querem banir marchinhas de Carnaval por serem “ofensivas às minorias”

  1. Não li a palavra banir nas declarações das fascistas. Creio que o autor da matéria tenha a mesma tática comunista de dizer mentiras para torná-las verdades.

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