Eike foi ícone do capitalismo de laços, em aliança com petistas e seus sicários

Eike Batista ficou bilionário às custas da população brasileira, mas ele não fez isso sozinho. O empresário tinha acesso ao mais alto escalão do governo federal na era Lula, o que continuou com Dilma no poder. O ex-bilionário, mas ainda milionário, também era muito próximo de Sérgio Cabral, o ex-governador do Rio de Janeiro que agora está preso em Bangu.

Símbolo da ascensão da economia brasileira à época em que figurou entre os dez homens mais ricos do mundo, Eike Fuhrken Batista materializava, em 2009, a euforia internacional com o Brasil expressa na capa de The Economist, intitulada “O Brasil decola”, e ilustrada com um Cristo Redentor disparando como um foguete.

Cortejado por governantes, o empresário, 60 anos completados em novembro, era invejado por seus negócios e contatos de sucesso no poder.

Em 2012, Eike foi chamado de “orgulho do Brasil” pela então presidente Dilma Rousseff durante visita a uma de suas obras, o Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. Considerado um megaempresário, ele foi personagem em abril daquele ano de um artigo assinado pelo então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na revista americana “Time”. No texto, Paes chama Eike de “filho adotivo” do Rio e o classifica como um dos responsáveis pelo renascimento da capital fluminense.

A verdade, no fim das contas, veio a tona pouco tempo depois. Toda a riqueza acumulada do investidor era apenas uma fraude bem elaborada, tudo com a ajuda de muitos políticos. Eike enganou até mesmo acionistas da EBX. Após muitos anos de riqueza e poder, ele faliu, mas continua milionário. Ontem, 26, sua prisão foi decretada, mas até o momento ele está foragido e ninguém faz ideia de onde esteja.

Batista foi um símbolo do capitalismo de laços, o capitalismo de compadrio, esse sistema que esmaga o livre mercado e, por consequência lógica, esmaga também o povo.

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