Ministro da Justiça desmascara conselheiros que pediram o boné: eram identificados com gestão do PT

Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, emitiu uma nota desmentindo as acusações sofridas em documento de renúncia coletiva de membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Em tom polido, mas firme, Moraes colocou a reputação deles no chão.

“O Ministério da Justiça e Cidadania agradece, e muito, o trabalho realizado pelos sete membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária que pediram desligamento nesta data”, diz o ministro.

E continuou:

“O grupo que ora se despede identificava-se com a gestão anterior. O Conselho passará, ao natural, por renovação, o que proporcionará melhor compreensão do dramático cenário herdado. O descalabro penitenciário não é de hoje, não tem oito meses, mas décadas.”

Os ex-conselheiros alegaram, como justificativa, que Moraes estaria “atentando contra a autonomia e finalidade do Conselho”, o que obviamente é uma besteira. Um Conselho não tem poder decisório, trata-se de um grupo que discute e ideias e faz propostas, que podem ou não ser aceitas. Mas o ministro deu seu parecer sobre o viés ideológico dos que abandonaram a tarefa.

Na nota o ministro dá exemplo de como o “Conselho” vinha agindo de maneira ineficiente, baseado em proposições que “sequer eram plausíveis de pronta aplicação prática”, como a matéria dos indultos.

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