Aragão adota retórica do ódio: “Eles são nossos inimigos e não adversários”

Conforme o site petista Sul21, o procurador federal – e ex-ministro da Justiça de Dilma – Eugênio Aragão deu sequência à já batida “narrativa do golpe”, que é um padrão bolivariano. Para os projetos totalitários de poder, todo ato de oposição é um golpe.

Por exemplo, Michel Temer foi eleito junto com Dilma, uma vez que a legislação brasileira prevê que só se elege uma chapa, e não um candidato isolado. Mas Aragão – que é procurador federal, lembre-se – emite a narrativa de que “Temer não foi eleito”, ignorando tudo o que diz a legislação eleitoral.

Observe a narrativa de Aragão: “Nós podemos ser oposição a um governo eleito legitimamente, mas não podemos ser oposição a um governo golpista. Não se faz oposição a um governo golpista, se combate. Eles não são nossos adversários, são inimigos”.

Delirantemente, ele chega a pedir a recolocação de Dilma no poder, embora novamente não exista nenhuma previsão legal para isso: “O tema central é o desfazimento do golpe e a restituição da presidenta Dilma. Não podemos abandonar essa agenda sob pena de sermos acusados de hipócritas. Não dissemos que esse golpe foi misógino, machista e antidemocrático? Tudo isso passou? Negar o nosso discurso e trocá-lo por uma variação é algo que nos enfraquece. Uma nova eleição direta agora significaria aprofundar o golpe, tornando a reconquista da legitimidade mais distante. Se tivéssemos uma nova Constituinte agora, a direita transformaria o Brasil num Estado teocrático”.

Aqui ele caiu em ato falho, pois disse que reforma da constituição só poderiam acontecer se a extrema-esquerda dominasse o Congresso. Outro ponto é a afirmação onde ele diz: “Negar o nosso discurso e trocá-lo por uma variação é algo que nos enfraquece”. Isso é praticamente assumir que tudo que eles tem dito sobre “terem sofrido um golpe” é apenas uma narrativa na qual nem eles próprios acreditam. O pior, no entanto, é a carga de ódio contida nas palavras de Aragão. Por sorte, a moral dos petistas anda baixa. Logo, esse discurso não deve gerar tanta violência como em outros tempos.

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