Dória contesta politização do judiciário: “Quem foi eleito deve decidir”

Na semana passada, uma decisão visivelmente política do poder judiciário impediu que João Dória, prefeito da cidade, aumentasse a velocidade das marginais. Vale mencionar que quando Fernando Haddad decidiu reduzir a velocidade, ele não possuía nenhuma base técnica para a medida e, o mais importante, não tinha apoio popular para a decisão. A redução foi muito mal aceita pela população, uma vez que gerou mais engarrafamentos, mais multas e até mesmo mais acidentes.

“Judicialização é nociva para o processo democrático”, disse o prefeito de São Paulo. Para ele, a ação movida pela Associação de Ciclistas Urbanos da Cidade de São Paulo (Ciclocidade), e acolhida pelo juiz Luis Manoel Fonseca Pires, da 4ª Vara da Fazenda Pública, é uma judicialização de algo que diz respeito somente ao Executivo.

É importante frisar também que a tal associação é composta por militantes ligados ao PT, o que certamente motivou a atitude.

“Judicialização no país como um todo é nociva para o processo democrático. Quem foi eleito deve decidir sobre os temas da cidade, do Estado, da União. Temos um prefeito eleito deliberando. Você pode acertar ou errar, mas não pode imaginar que um juiz vá governar uma cidade, um Estado ou um país (…) Ele anulará a decisão em liminar colocando em forma justa, correta e sensata que cabe a prefeitura essa decisão”, criticou Dória, e com razão.

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2 comentários sobre “Dória contesta politização do judiciário: “Quem foi eleito deve decidir”

  1. Não possuía nenhuma base técnica para propor a redução das velocidades nas marginais? Tinham estudos ( e vários) não só do Brasil, mas de vários lugares do mundo que apontavam, com o devido embasamento técnico, que a redução de velocidade seria o caminho correto é, de fato, a redução no número de acidentes (ao contrário do que expõe falaciosa mente o texto, sim, o número de acidentes caiu) e, principalmente, do número de mortes, comprovam isso. Um texto claramente com teor direcionado e com informações que visam tornar os fatos mais “nebulosos”. Não defendo a gestão petista, muito pelo contrário, ao meu ver foram inúmeros os erros daquela gestão, mas querer criar um problema em uma das poucas decisões acertadas de prefeito anterior só por perseguição política e o pior, para atender a uma promessa populista de campanha feita por alguém que (este sim) não tinha embasamento técnico para isso, é, no mínimo, irresponsabilidade total, além de ser de uma falta de respeito enorme.

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