Ridícula denúncia de racismo em propaganda da Ruffles foi arquivada: “Está na hora de praticar o bom senso”, diz relator do Conar.

O Conar, órgão que regulamenta as propagandas e ações publicitárias das marcas no Brasil, recebe denúncias patéticas o tempo inteiro. Em 2015, por exemplo, diversas pessoas se queixaram ao órgão por causa das propagandas da Trivago, que segundo alguns queixantes eram exibidas muitas vezes ao dia (como se tivesse algum problema nisso).

Outra denúncia também foi feita por feministas no ano passado contra a propaganda da Itaipava, cuja atração principal é a modelo Aline Riscado, considerada uma “sex symbol”. A reclamação, acredite-se ou não, era a de que a mulher era “sexy demais” e que estariam usando a imagem dela de forma machista. A marca não se importou e continuou usando a modelo.

Recentemente, conforme O Globo, o caso mais bizarro foi o que aconteceu no caso da propaganda da batata frita Ruffles sabor feijoada. O fato de ter um negro estampado na embalagem levou consumidores a acusar a multinacional Pepsico de racismo, por supostamente associá-lo à feijoada.

“Está na hora de deixarmos os exageros de lado e praticarmos o bom senso na avaliação do comportamento que envolver preconceito”, escreveu o relator do órgão. A denúncia foi arquivada.

Aparentemente, brasileiros têm um desejo mórbido em depender do governo para “salvar suas vidas”, mesmo que isso não faça o menor sentido.

Anúncios

4 comentários sobre “Ridícula denúncia de racismo em propaganda da Ruffles foi arquivada: “Está na hora de praticar o bom senso”, diz relator do Conar.

  1. Sabe o que é mais estranho? Quando brancos evangélicos começaram a comercializar acarajé e outras iguarias pelas ruas de Salvador, na Bahia, houve uma gritaria do movimento negro e das associações religiosas afrodescendentes, bem como das associações baianas reclamando que desassociar estes pratos da cultura negra era uma forma de racismo e de esvaziamento dos valores religiosos e culturais dos povos afrodescendentes. Defendendo assim que só as baianas poderiam vender estes quitutes nas ruas de salvador. Eu tenho plena certeza que haveria protestos iguais se tivessem colocado um homem louro na embalagem.

  2. Se fosse um branco iriam falar que era apropriação cultural. E o pior que feijoada nem é um prato criado por escravos, como dizia a denúncia. Já existia a feijoada portuguesa.

Deixe uma resposta